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Campanha Floripa Sustentável foca nas oportunidades para as pessoas em situação de rua (PSR)
09 de Abril de 2024

Campanha Floripa Sustentável foca nas oportunidades para as pessoas em situação de rua (PSR)

Ação conta ainda com filme para televisão, spots de rádio, anúncios de jornal e conteúdos para sites de notícias e internet

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O Movimento Floripa Sustentável (FS) vai lançar nesta quarta-feira, 10, às 10h30, com uma entrevista coletiva no Hotel Majestic e um panfletaço em sinaleiras do centro da cidade, a campanha “Esmola Não”.

O objetivo da ação é de “sensibilizar a população para a importância de oferecer oportunidades para as pessoas em situação de rua (PSR), em vez de dar esmolas, que só incentivam essas pessoas a permanecerem em condições degradantes nas calçadas da cidade”, como explica o coordenador geral do Movimento, o publicitário Roberto Costa.

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A campanha terá o apoio da 30ª Promotoria de Justiça da Capital do Ministério Público Estadual de Santa Catarina (MPE/SC), da Prefeitura de Florianópolis e dos veículos de comunicação da Capital, que vão divulgar as peças da campanha – filme para televisão, spots de rádio, anúncios de jornal e conteúdos para sites de notícias e internet – de forma voluntária.

Após a coletiva, às 11h30, equipes da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura, da Guarda Municipal e do Floripa Sustentável vão fazer um panfletaço em pontos estratégicos do centro da cidade, quando será distribuído um ‘flyer’ com o slogan “Dê Oportunidades / Não dê Esmola”.

No verso do flyer, há informações de como orientar as pessoas em situação de rua para o acolhimento (onde dormir), alimentação, retorno ao município de origem e o telefone (48) 99182-6870, do Resgate Social. O material mostra ainda que a cidade oferece Educação, Requalificação, Saúde e também ajuda na obtenção de documentação.

Situação crítica

Segundo a Prefeitura de Florianópolis, em novembro de 2023 foram registradas 968 PSR na cidade. Há grupos com problemas de saúde mental, outros que são dependentes químicos de drogas ilícitas e lícitas, com o alcoolismo prevalecendo. Há ainda os egressos do sistema prisional e aqueles que sofreram reveses econômicos ou algum trauma, como infidelidade ou perda familiar.

Além disso, o órgão público afirma que mesmo tendo mais de 30 programas de acolhimento e a internação involuntária ativa há 30 dias, muitas pessoas não querem sair das ruas.

“Temos consciência das ações que a Prefeitura realiza, mas essa problemática não depende somente do poder público, tem que haver uma conscientização de quem dá esmolas com a melhor das intenções, mas acaba acorrentando essas pessoas em situações desumanas nas ruas da cidade. Foi por isso que criamos esta campanha”, finaliza Roberto Costa.

 

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