Estudo da Kantar IBOPE Media mostra a capacidade de recuperação da indústria publicitária

28 de Abril de 2021

Inside Advertising da Kantar IBOPE Media aponta os setores e categorias que mais e menos investiram em 2020

Com o início da pandemia em 2020, o que era para ser um ano de bons frutos tornou-se um período de grandes desafios para a indústria publicitária, uma vez que os consumidores perderam a segurança para realizar compras e as marcas enfrentaram limitações operacionais de acordo com seus modelos de negócios, refletindo diretamente no uso de mídia paga. Apesar disso, o setor de mostrou forte e ágil na recuperação - é o que aponta o estudo Inside Advertising da Kantar IBOPE Media, que analisou os investimentos publicitários em oito meios de comunicação – cinema, jornal, revista, rádio, TV (aberta e por assinatura), Out of Home e Internet.

A diversificação e consolidação de comportamentos digitais foi outro ponto levantado pela pesquisa. Um exemplo é a aposta de plataformas de streaming na TV aberta e fechada, com 37% de seus investimentos publicitários direcionados ao veículo, além de 44% serem focados em canais digitais como display, vídeo, busca e paid social.

A exigência de responsabilidade social das marcas por parte dos consumidores também foi uma característica apresentada no estudo - 78% esperavam ver o que estava sendo feito para ajudar os funcionários, 75% para ajudar as comunidades e 71% para o próprio cliente. Além disso, 33% declararam que as marcas deveriam ser guias de mudanças.

“Um dos maiores aprendizados de 2020 foi a ressignificação da dinâmica entre o consumidor e as marcas. Em um momento de incertezas era esperado que elas comunicassem informação, se envolvessem em ações sociais, proporcionassem entretenimento e estabelecessem uma relação de conexão e parceria. Atentas, elas responderam de forma ágil e adequada a esse sentimento”, afirma a CEO da Kantar IBOPE Media, Melissa Vogel, sobre a rápida recuperação das marcas em momentos de crise.

Já as empresas que mais investiram em publicidade foram as que se beneficiaram da necessidade de isolamento social, especialmente Eletrônica/Informática, que registrou um aumento de 61% nos gastos em relação ao primeiro trimestre; Administração Pública (52%), Farmacêutico (39%), Higiene Doméstica (34%) e Mídia (32%). Já com os piores desempenhos, ficaram os setores Automotivo, com 56% menos investimentos, Bebidas (-53%) e o que abrange Cultura, Lazer, Esportes e Turismo, com -51%.

 

Além do setor público, que investiu fortemente na transmissão de mensagens pró-isolamento social, o setor financeiro também aumentou a atividade publicitária em campanhas institucionais de conscientização e apoio aos clientes, para ajudá-los a enfrentar o momento com mais segurança. O mesmo aconteceu com Telecomunicação Fixa, impulsionada principalmente por serviços de assinatura de conteúdo como notícias e vídeos sob demanda.

“Ambientes de negócio dinâmicos requerem sensibilidade e atenção às mudanças, e pudemos ver em 2020 que as marcas e suas agências souberam entender os diferentes momentos e contextos para adequar o foco de suas campanhas. E que essa adaptabilidade foi possível graças a dados confiáveis como os nossos que apoiam o mercado publicitário”, conclui a Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Kantar IBOPE Media, Adriana Favaro.

 

Você pode ter acesso ao estudo completo clicando aqui.

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