Clube de Criação de São Paulo lança o 43º Anuário

29 de Maio de 2019

Criatividade como arma de resistência, frente ao período de transição pelo qual passa o mercado publicitário

 

Na noite desta terça-feira, 28/5, foi lançado o 43º Anuário do Clube de Criação na nova sede da entidade, em São Paulo.
O tema desta edição, "A criatividade está morta. Longa vida à criatividade", é um convite à reflexão sobre este momento de mudança profunda na indústria da comunicação, que está recheado por certezas que promovem verdadeiros atentados contra o novo ou contra o que foge às fórmulas e equações. A direção de arte é assinada pelo publicitário Rodrigo Castellari, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi. 

"Mais um ano e aqui estamos nós orgulhosamente lançando o Anuário, que desta vez ganha vida por meio do talento do diretor de arte Rodrigo Castellari. O livro, que celebra as grandes ideias e as melhores execuções da propaganda brasileira, é editado pelo Clube de Criação há 43 anos ininterruptos. Uma prova de como a criatividade é vital, de como é capaz de atravessar o tempo, mesmo sendo tão atacada por medos, mediocridades, fórmulas, falsos profetas et cetera”, analisa Fernando Nobre, presidente do Clube de Criação. 

"Vivemos um momento de transição, as coisas acontecem muito mais rapidamente, o retorno sobre as ideias é imediato, com a velocidade da conectividade, das mídias sociais. Estamos reaprendendo tudo e, talvez por isso, a propaganda está pior do que já foi. Mas encaro esse contexto com otimismo, porque a criatividade ganha ainda mais importância nesse quadro: é necessário sair da tendência de ficar no 'safe' para aparecer no meio da multidão", analisa Castellari.

Direção de arte de Castellari
A cor preta traduz o "luto" por conta do "criativiticídio em massa", nas palavras de Castellari, o novo Anuário exalta a criatividade, ao defender que ela "floresce e se multiplica" cada vez que é "ferida", ou que sofre uma "facada" de "algoritmos, formatos, gurus, profetas, pesquisas". "Trata-se de um convite à reflexão sobre a mudança, uma constatação de que temos que lidar com uma realidade que não vivíamos há alguns anospara viabilizar boas ideias", comenta o diretor de criação, acrescentando que, para isso, é necessário "coragem" de todos os envolvidos no processo.

"Com coragem para aprovar uma boa ideia, pode-se gastar menos e ter mais resultado. Ao sair do lugar comum, o anunciante provavelmente vai ter que fazer investimento menor versus o resultado que vai conseguir obter com o trabalho. Mas, claro, sair do 'genérico seguro' envolve um risco", pondera Fernando Nobre, presidente do Clube de Criação.

“O conteúdo do livro é mais uma prova de que quanto mais se tenta assassinar a criatividade, mais precisamos celebrá-la. Afinal, é ela, a criatividade, nossa principal arma de resistência”, afirma Rodrigo Castellari.
 

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