Atletas do Vôlei Nestlé estão engajadas em campanha da ONU contra violência à mulher

22 de Novembro de 2017

O ‘Dia Internacional Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres’ será neste sábado (26). Integrantes de uma das mais tradicionais e fortes equipes do esporte feminino no Brasil, as atletas do Vôlei Nestlé estão engajados nesta luta. Desde terça-feira (21), as jogadoras do time de Osasco participam da campanha ‘16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulheres’ por meio das redes sociais oficiais do time. Serão posts no Facebook  e Instagram incentivando meninas e mulheres a resistir e denunciar qualquer tipo de abuso. A cor da campanha é o laranja, a mesma do uniforme número um do clube.

A postagem inicial da campanha no facebook trouxe uma foto do time do Vôlei Nestlé no momento em que o hino nacional brasileiro é tocado antes das partidas, com o seguinte texto. “Hoje começa a campanha #16DiasDeAtivismo pelo fim da violência contra as mulheres, uma campanha da ONU para a conscientização sobre os tipos de agressão que meninas e mulheres sofrem todos os dias. Vem junto com a gente e ajude a espalhar este assunto nas redes. Dê uma passada no nosso Instagram nos próximos dias, todo dia teremos um recado diferente.”

Pelo Instagram, atletas como as ponteiras Tandara e Mari Paraíba e a levantadora Fabíola trarão informações sobre o tema, lembrando constantemente a necessidade de denunciar qualquer tipo de agressão e informando o número do telefone da Central de Atendimento à Mulher, que é o 180. Em vídeo no stories (que terá postagens diárias), a levantadora Carol Albuquerque alerta: “O Brasil é o quinto país mais inseguro para mulheres e meninas, e não podemos nos calar”.

Dados da campanha

Entre os dados alarmantes que a campanha das atletas do Vôlei Nestlé vai abordar estão os seguintes: estimativas indicam que 70% das vítimas de violência sexual contra a mulher sejam crianças ou adolescentes; quatro em cada dez meninas no Brasil não considera o caminho para ir e voltar da escola seguro; 86% das meninas e mulheres dizem já ter sofrido assédio em espaços públicos; em 2017, 29% de mulheres declaram ter sofrido algum tipo de violência doméstica; 71%, de mulheres disseram conhecer alguma mulher que já sofreu violência doméstica ou familiar praticada por um homem; o assobio, olhares insistentes e comentários de cunho sexual também são considerados assédios; entre outras informações.