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Após anúncio ser considerado racista, a Swatch, marca de relógios, é criticada na China
19 de Agosto de 2025

Após anúncio ser considerado racista, a Swatch, marca de relógios, é criticada na China

A nova ação da Swatch, marca de relógios, traz modelo puxando os olhos para cima, gesto que foi utilizado para tirar sarro dos asiáticos; anúncio foi retirado do ar.

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A marca suíça de relógios, a Swatch, causou bastante polêmica em novo anúncio na China. Em sua nova campanha, a empresa foi considerada racista, principalmente, pelos asiáticos.

“No anúncio polêmico, pelo qual a Swatch emitiu publicamente um “mea culpa”, uma modelo de ascendência asiática puxa os cantos dos olhos para cima, em um gesto que lembrou a muitos as caretas historicamente usadas por ocidentais para zombar dos olhos puxados dos asiáticos”, explicou o Marketing Directo.

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Depois desta publicação, foi enorme a quantidade de publicações solicitando a retirada do anúncio da Swatch. Por esta razão, a empresa teve que fazer uma postagem se desculpando do ocorrido.

“Pedimos sinceras desculpas por qualquer desconforto ou mal-entendido que o anúncio possa ter causado”, disse a Swatch no comunicado. “Demos a este assunto a mais alta prioridade e já retiramos o anúncio do mundo todo”, enfatizou a empresa.

Mesmo pedindo desculpas, a Swatch não conseguiu apagar o incêndio criada pela nova campanha

Os pedidos de desculpas publicados pela Swatch não foram suficientes para que toda a polêmica levantada nas redes sociais acabasse. “Você pode se desculpar, mas eu não te perdoo”, escreveu um usuário. Outro ainda chegou a dizer que a marca “só teme pelos seus lucros”.

 

 

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Uma publicação compartilhada por Swatch (@swatch)

“Eles pegam nosso dinheiro e ainda ousam discriminar cidadãos chineses. Seríamos realmente covardes se não boicotássemos os produtos da Swatch na China”, reclamou outro usuário na rede social Weibo.

Não é a primeira vez que uma marca estrangeira se torna alvo de polêmicas na China. O país tem histórico de mobilizações populares contra empresas que, de alguma forma, são vistas como ofensivas à cultura local ou contrárias aos interesses nacionais.

Em 2021, por exemplo, gigantes do varejo como H&M, Nike e Adidas enfrentaram forte boicote no mercado chinês após manifestarem preocupação com possíveis violações de direitos humanos na região de Xinjiang — importante polo produtor de algodão que abastece a cadeia têxtil global.

A Uniqlo também esteve sob pressão no ano passado, depois de declarar que não utilizava algodão originário de Xinjiang em suas peças, o que levou a ameaças de boicote por parte dos consumidores chineses.

Outro caso de grande repercussão ocorreu em 2018, quando a Dolce & Gabbana divulgou uma campanha publicitária considerada ofensiva: em vídeo, uma modelo asiática aparecia com dificuldade para comer pratos italianos tradicionais, como pizza e massa, usando hashis. A reação negativa foi imediata. Os produtos da marca italiana desapareceram de várias plataformas de e-commerce no país, e a empresa acabou cancelando um desfile de moda que realizaria em Xangai.

A China, ao lado de Hong Kong e Macau, figura entre os principais destinos da relojoaria suíça, respondendo por uma fatia expressiva do mercado. Prova disso é que a Swatch obtém cerca de 27% de sua receita na região. Nos últimos meses, porém, a companhia tem enfrentado retração nas vendas, reflexo direto da desaceleração econômica chinesa.

 

Após anúncio ser considerado racista, a Swatch, marca de relógios, é criticada na China

 

O grupo suíço não se limita à produção dos relógios que levam sua própria marca. Ele também é responsável por modelos de prestígio assinados por Omega, Longines e Tissot, reforçando sua presença no segmento de luxo.

Foto: Unsplash

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