2021: Cenários, Tendências, Insights | por Adir Mazzuco, BeltrãoMazzuco Comunicação

11 de Janeiro de 2021

Um ano para ficar na história, não na memória.

Durante este ano, algumas vezes, ouvi amigos falarem que 2020 é um ano para ser esquecido. Concordo, mas somente sob o aspecto emocional. Não tenho a mesma opinião quando se trata do campo profissional. Apesar de ter sido muito duro, este ano foi de aprendizado. 

Para quem gosta do termo, 2020 foi um ano sem “benchmarking”. A pandemia mudou nossa visão de mundo, como pessoas e profissionais. A fragilidade de várias empresas, e até de segmentos inteiros, foi exposta, e os danos estão cicatrizando, lentamente. 

Nos meus sonhos, ou pesadelos, mais insanos, não imaginaria que lugares como o Central Park, em Nova Iorque, e a Praça XV, em Araranguá, seriam fechados no mesmo período e devido ao mesmo problema. Até poderia acontecer, por uma daquelas coincidências do destino, destes dois lugares fecharem no mesmo tempo. Mas jamais pelo mesmo motivo. Algo assim, certamente traz consequências. 

No nosso negócio, por exemplo, em fevereiro de 2020, se uma agência optasse pelo Home Office, o comentário do mercado seria que a empresa do fulano estava fechando. Dois meses depois, este se tornou o novo jeito de trabalhar, aprovado por todos. Em menos seis meses, um conceito escrito quase que em pedra, mudou totalmente. Quem não está neste novo formato (HO), é considerado ultrapassado. Porém, para esse dar certo é preciso uma equipe responsável e madura profissionalmente. 

Tivemos que aprender novos truques, principalmente, com programas de vídeos conferências e suas regras de comportamento. Se me dessem a missão de escolher a frase do ano, sem dúvida, escolheria: “estou lhe mandando um link”. E chegar atrasado em reunião online é considerada falta grave, no nível de quem sai do grupo de Whatsapp sem avisar. Porque não há mais a desculpa do trânsito engarrafado, que a internet da sua casa estava fora do ar ou que o computador não funcionou. - E por que não usou o celular? Normalmente, é a pergunta de quem marcou a reunião, criou e mandou o link para todo mundo. 

Vivendo em tempos de estratégias baseadas em algoritmos, de planilhas de informações sem emoção, da confusão de conceitos entre canais digitais para construção de marcas com canais digitais de venda direta, nestas horas é bom lembrar do saudoso Júlio Ribeiro, um mestre da publicidade e do marketing. Ele acreditava que propaganda podia ser tudo, menos chata. Uma afirmação perfeita para o que está acontecendo. Com as mídias sociais, a demanda por criação de mensagens aumentou muito. Já o tempo para a equipe de criação se dedicar e buscar a mensagem mais criativa, que nunca foi muito, sumiu.

Sobre a minha opinião de como vai ser 2021, não vou arriscar palpites. Até porque os especialistas dizem que, digitalmente, aceleramos cinco anos. Portanto, no dia primeiro de janeiro, vamos acordar em 2027. Confesso que não tenho previsão para tão longo prazo. Mas no lugar da famosa frase Feliz Ano Novo, característica do período, o que mais desejo aos meus amigos de profissão é: Feliz Criatividade. Porque essa é a única parte do nosso negócio que a “tecnologia algorítmica” não conseguirá substituir. Nem mesmo em 2027. Felizmente.

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