FIESC pede apoio do Vice-Presidente da República para solucionar problemas de infraestrutura em Santa Catarina

28 de Fevereiro de 2020

Presidente da entidade evidenciou ampliação das rodovias BRs 470, 280 e 163, malha ferroviária e o desequilíbrio entre impostos pagos e retorno do Governo Federal

 

A palestra do vice-presidente da República, General Hamilton Mourão foi precedida pela fala de boas-vindas do presidente da FIESC, Mário Aguiar que mostrou aos presentes números que destacam Santa Catarina no cenário econômico brasileiro e fez um apelo ao vice-presidente da República para que ajude Santa Catarina em suas necessidades de infraestrutura e no equilíbrio entre o que o Estado arrecada de impostos (R$ 66,3 bilhões em tributos federais), e o que recebe do Orçamento Geral da União (apenas R$ 6,7 bilhões em 2019).

Em sua apresentação o vice-presidente da República focou em temas como a Reforma da Previdência, Reforma Tributária, Relações Internacionais e Democracia. "Resgatar a gestão econômica e nos adaptarmos à essa realidade global. Precisamos retirar o peso da ineficiência das costas de quem trabalha, investe e produz". O General Mourão disse que o País vai entrar nos trilhos nos próximos três anos. Dirigindo-se à uma plateia formada, em sua maioria, por industriais, o vice-presidente da República destacou que o Brasil precisa sair deste momento conturbado nas áreas da política e economia. Para isso, defendeu a retomada do crescimento com uma agenda de produtividade. 

Democracia
A política só se constrói com diálogo. Não se pode desqualificar o argumento do outro. Nós temos é que buscar a convergência naquilo que a gente entende e ouvir o que o outro tem a falar. Ter clareza, determinação e paciência. Fora do capitalismo todos os lugares, todos os países onde foi implementado o sistema de planejamento centralizado e o controle total do Estado, sabemos aonde deu esse processo. É só observar a Venezuela.

Principais temas abordados
- Os desafios que o nosso país enfrenta nesse mundo no século 21
- As grandes metas do governo do presidente Bolsonaro

- Reforma administrativa
- O mundo vivencia rápida evolução tecnológica que nos cerca e nos desafia 
- Economia de conhecimento que ainda está restrita a pequenos nichos
- Capacidade de utilizar a tecnologia e a ciência no sentido de aumentar a produtividade 
- O Brasil precisa mudar gestão econômica e adaptar-se a essa nova realidade global
- Redução na quantidade de empresas públicas. Privatizar é o caminho

A FIESC transmitiu ao vivo pelo YouTube. Para assistir, clique aqui.

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A mensagem do presidente da FIESC
Nos últimos 10 anos, foram entregues apenas 14,5 quilômetros das obras de ampliação de capacidade e duplicação das rodovias federais estratégicas para o Estado, as BRs 163, 280 e 470. A informação foi apresentada pelo presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, ao vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, no encontro com lideranças políticas e empresariais do estado, nesta sexta-feira (28), na sede da entidade, em Florianópolis. As obras rodoviárias em questão somam 209,2 quilômetros. Os 14,5 km entregues fazem parte da duplicação prevista de 73,2 km da BR-470, que está em obras desde 2013, mas deveria estar pronta em 2018. O evento marcou o início das comemorações dos 70 anos de fundação da FIESC.

A BR-280 está em obras desde 2013 e, pelo prazo do edital, deveriam ter sido entregues 73,9 quilômetros de duplicação em 2017. A BR-163 é outro exemplo de rodovia que desde 2013 está em obras para adequação de capacidade de um trecho de 62,1 km, com prazo de edital vencido em 2015, mas sem nenhum quilômetro entregue até o momento. Em sua apresentação, Aguiar também chamou a atenção para o atraso na elaboração dos projetos das ferrovias Leste-Oeste, com edital vencido desde 2016, e Litorânea, com prazo de edital vencido desde 2011.

“Temos vocação para sermos uma plataforma logística extremamente importante para o país. Hoje já movimentamos cerca de 20% de toda a carga de contêiner do Brasil. Somos a segunda plataforma mais importante e podemos ser a primeira se houver uma melhoria na nossa infraestrutura. Temos cinco portos com excelente desempenho, inclusive com excelente eficiência de operação, o que nos dá uma vantagem competitiva significativa. Mas temos desafios e gostaríamos do seu apoio para poder vencê-los”, disse Aguiar, dirigindo-se a Mourão.

Aguiar destacou ainda que em 2019 Santa Catarina contribuiu com R$ 66,3 bilhões em tributos federais, mas recebeu do Orçamento Geral da União apenas R$ 6,7 bilhões. Há um desequilíbrio bastante forte. “Temos a quarta pior relação entre o que arrecadamos e o que recebemos da União. Só é pior no Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. Essa equação precisa ter um equilíbrio maior. Investir em Santa Catarina é estratégico e é uma questão de justiça”, afirmou.

 

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