Como alcançar a marca de 1 milhão de ouvintes e 30 milhões de plays através de podcasts?

14 de Setembro de 2021

O Brasil ocupa a 2ª posição no painel de países que mais consomem podcasts

Foto:Pixabay

 

Você já deve ter ouvido falar em podcast, né? Mas afinal, você sabe o que é? Quais gerações estão mais conectadas com os podcasts? Como realizar uma publicidade de qualidade e capaz de gerar bons resultados através deles de forma competitiva com ações tradicionais como vídeos, folhetos ou outdoors, por exemplo?

Nesta matéria vamos entender um pouco sobre o conceito e também como a Half Deaf, produtora de podcasts ligada à agência de marketing digital GMD conseguiu alcançar a marca de 1 milhão de ouvintes em seus podcasts.

 

Podcasts e seu crescimento no mercado
O podcast é um arquivo de áudio digital em formato MP3 ou AAC que é publicado na internet através de podcasting e atualizado via Feed RSS. O fato de os programas de áudio sobre diferentes assuntos poderem ser ouvidos a qualquer hora e em qualquer lugar é um dos principais atrativos do formato, que teve aumento significativo durante a pandemua do novo Coronavírus.

De acordo com o Spotify, no segundo trimestre de 2021, por exemplo, o consumo de podcasts cresceu 95% se comparado ao mesmo período de 2020, o que significa um aumento de 110% na receita publicitária, chegando a €275 milhões em todo o mundo.

Um exemplo bem claro deste crescimento é o da Visa, que em 2021 lançou a segunda temporada de “O Amanhã, Hoje”, podcast em parceria com a produtora Half Deaf, que tem grandes clientes - como 99 Táxi, Mercedes, Jeep, Sebrae - e acumula mais de 10 milhões de plays. A segunda temporada contará com o dobro de episódios e também terá a participação de convidados especiais como Maria Luiza Trajano, do Magazine Luiza.

Guilherme Sagas, CEO da produtora Half Deaf explica que, “No caso de ‘O Amanhã, Hoje’, a Half Deaf e a Visa optaram por um podcast conversacional em que um painel de especialistas convidados, moderado pelo estrategista Marc Tawil, debate temas ligados ao mercado de pagamentos, que é o core da marca. O objetivo é alcançar um público nichado de parceiros e empresas, que naturalmente se interessa e se beneficia do conteúdo discutido. Em resumo, a maneira de criar um conteúdo que prenda a atenção do ouvinte é saber exatamente quem é esse ouvinte potencial e tratar de temas que estejam tanto no universo da marca quanto das pessoas que compõem seu público”, afirma.

 

Público-alvo dos podcasts
Os tópicos mais procurados entre a Geração Z e os Millennials são humor e comédia, assim como também são famosos os documentários. Um estudo realizado pela Globo, em parceria com o Ibope mostra que a maior parcela de ouvintes tem o hábito de ouvir podcasts para lazer. Os Millenials costumam buscar podcasts principalmente para aprender sobre novos assuntos, ao passo que a Geração Z costuma ouvi-los para acompanhar criadores específicos. Já a Geração X e os Baby Boomers os acompanham para se manterem informados. 

 

Resultado da publicidade através de podcasts
No tópico anterior foi dito sobre o uso, crescimento e a adesão de empresas em criar podcasts para falar sobre assuntos variados, como economia, fornecimento de dados e inteligência artificial, por exemplo. Mas, como são os resultados da publicidade através de podcasts? A publicidade se apoia na autoridade dos apresentadores e não deixa de ter uma conexão com o marketing de influência. “Os anúncios que mais funcionam são os testemunhais lidos pelos próprios apresentadores do programa. Nós também trabalhamos com segmentos e episódios inteiros patrocinados, de forma a integrar da maneira mais natural possível a marca no contexto do podcast e do episódio específico”, diz Sagas. “Aos poucos, os anúncios com segmentação automatizada ou programática ganham espaço no mercado, pagando os podcasts por CPM ao invés de um valor fechado, similar ao modo como Youtube remunera seus criadores. Como uma abordagem recente para podcasts, ainda não encontrou maneira de beneficiar os criadores e manter a experiência positiva dos ouvintes, sem o estranhamento que uma voz não familiar gera ao ‘invadir’ o episódio, ressalta o CEO.
 

Notícias Relacionadas