2021: Cenários, Tendências, Insights | por Fabrizio Machado Pereira, FIESC

31 de Dezembro de 2020

2021: ano para consolidar estratégias

 

O ano de 2020 foi diferente de tudo o que se esperava. Obrigou a indústria, os demais setores da economia, os governos e as pessoas a abandonarem tudo o que fora planejado. Superação passou a ser a palavra-chave. Dentro de seu propósito de desenvolver a indústria e melhorar a vida das pessoas, as entidades da FIESC tiveram um ano de intensa atuação, em que o grande desafio foi conciliar a saúde e a segurança dos catarinenses com a manutenção das atividades produtivas.

O SESI desempenhou papel fundamental no estabelecimento de protocolos que foram adotados inclusive em outros segmentos da atividade econômica e no desenvolvimento de soluções como o Coronadados, para monitorar a saúde dos trabalhadores. O SENAI explorou a experiência que já tinha na educação a distância e rapidamente acelerou as novas metodologias educacionais para seus alunos, ao mesmo tempo em que apoiou o desenvolvimento de tecnologia para produção local de respiradores. FIESC e IEL propuseram o programa Travessia, que defende a reinvenção da economia, enquanto a Federação liderou a interlocução do setor produtivo com o poder público para que, sem abrir mão da segurança, a economia não fosse totalmente paralisada.

No ano em que completamos 70 anos, buscamos uma sintonia cada vez maior com a indústria, que é quem mantém as entidades da FIESC. Por isso, em 2020 avançamos no valor percebido em relação ao trabalho realizado.

Naturalmente, o volume de incertezas no horizonte é considerável, mas acreditamos que em 2021 uma série de iniciativas no plano comercial e de marketing avançarão em seu processo de consolidação. Para além do trabalho de representação institucional da indústria, provavelmente a face mais visível da FIESC para a sociedade, prestamos uma enorme gama de serviços à indústria. E neste campo temos bons desafios pela frente, especialmente na área educacional.

Na educação fundamental, por exemplo, lançamos uma nova marca, a Escola S, que passa a oferecer a jornada completa da formação – do infantil ao ensino médio, com proposta pedagógica inovadora, no conceito STEAM (ciência, tecnologia, artes e matemática). Em 2021 chegaremos a mais cidades com esta proposta.  A educação de jovens e adultos com conteúdos profissionalizantes também está em nossa estratégia. Além disso, precisamos conciliar a manutenção do reconhecimento da marca SENAI na educação profissional com os desafios da educação a distância, inclusive inserindo o e-commerce como um canal estratégico para ampliar a oferta. Por fim, ainda estamos preparando o lançamento da Escola de Negócios, ampliando a atuação do SENAI em gestão empresarial.

No caso da promoção da saúde, foco do SESI, planejamos o reposicionamento de nossa atuação, inclusive com novo branding; ampliação da disponibilidade de vacinas, estruturação da oferta de nossas academias, além de estudarmos uma nova linha de atuação na telemedicina. Também buscamos proximidade cada vez maior com nossos públicos nos segmentos de farmácia (farmaSESI), alimentação (alimentaSESI), inovação e tecnologia, por meio da rede de institutos de inovação e tecnologia.

Temos, portanto, uma agenda desafiadora, mas que muito nos motiva. Esta agenda é feita para a indústria catarinense, que nos inspira cada vez mais, pois em 2020 mais uma vez ela foi decisiva para que Santa Catarina se diferenciasse com indicadores positivos, apesar de tantos obstáculos no caminho.

Fabrizio Machado Pereira, diretor de educação e tecnologia da FIESC

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