Imagem: Vocali
O AcontecendoAqui e a Vocali Comunicação efetivaram uma parceria que contempla o compartilhamento dos principais insights captados em Lisboa, durante o Web Summit 2025, pelos três sócios da empresa: Clarissa Antunes, Rachel Sardinha e Antônio Sardinha. A empresa especializada em comunicação corporativa tem sede em Florianópolis e esteve em Lisboa em busca de conhecimento, atualização e, também, para apresentar a Be SmartAgents, uma spin off da Vocali, focada em agentes de IA, convidada a expor no evento.
Aqui no AcontecendoAqui você pode acompanhar a Série Especial – WS25 – com a publicação de seis matérias com os principais conteúdos e tendências captados em Lisboa, durante o Web Summit 2025.
Matéria 1 – Tecnologia mais humana, grandes números e tendências que já estão moldando o presente
Matéria 2 – Gestão de Crises na Era Digital: exposição de CEO durante show do Coldplay vira assunto no Festival
Matéria 3 – A experiência de expor no maior evento de inovação do mundo
Matéria 4 – Autenticidade sem filtro: a força dos conteúdos “imperfeitos” que criam comunidades e transformam marcas
Matéria 5 – “O marketing dos anos 2030 começa agora — e será guiado por ética, energia e humanidade”
Hoje, o sexto e último capítulo da série tem como autor Antônio Sardinha, CEO da Be SmartAgents e sócio da Vocali, O título: “IA Everywhere: o que o Web Summit Lisboa 2025 revelou sobre a nova fase da inteligência artificial”
Aproveite!
Participar do Web Summit Lisboa 2025 serviu para confirmar que a inteligência artificial entrou na fase da onipresença. O tema atravessou todas as trilhas do evento e apareceu como base estrutural para negócios, decisões, operações e comunicações.
A principal mudança observada, porém, foi a transição do foco da IA generativa para a IA agêntica — sistemas capazes de planejar, decidir e executar tarefas de forma autônoma.
Falou-se menos em “o que a IA pode fazer” e mais sobre “como estruturar processos” para que agentes autônomos funcionem com segurança, previsibilidade e alinhamento aos objetivos das empresas.
A pauta ética e regulatória também esteve presente e foi tratada como elemento necessário para dar confiança aos sistemas e garantir que decisões automatizadas reflitam valores humanos e organizacionais.
Automação em escala e decisões autônomas
A automação atingiu atividades complexas e interdependentes. Um dos destaques foi a orquestração autônoma de cadeias de suprimentos com agentes de IA que têm a capacidade de prever demanda, ajustar produção, coordenar logística e responder a interrupções em tempo real. Tudo isso sem intervenção humana direta.
Esse movimento reforça percepções que já havia abordado no meu artigo anterior sobre a experiência de expor no Web Summit, e que agora se ampliam diante da maturidade da IA apresentada em 2025.
Na área de tecnologia, agentes foram apresentados executando etapas completas de desenvolvimento de software: redação de código, testes unitários, revisão de segurança e otimização de arquitetura.
Já na criação de conteúdo, observamos ferramentas de IA que integram imagem, vídeo, áudio e narrativa em um único fluxo. A geração de mídia sincronizada permite produzir anúncios, apresentações comerciais ou conteúdos institucionais completos, adaptados para diferentes mercados e perfis.
Todas essas soluções já estão sendo usadas para acelerar a produção e a operação de diversos setores, melhorando a capacidade de testar e ajustar versões de forma contínua.
Comunicação, relacionamento e análises feitas por IA
A comunicação orientada por inteligência artificial avançou para um modelo de hiperpersonalização contínua. Startups mostraram sistemas que produzem mensagens, definem o melhor momento, canal e abordagem para cada usuário, ajustando o conteúdo conforme o comportamento observado.
Outro exemplo relevante foram os agentes de suporte proativo, capazes de monitorar padrões de uso, detectar possíveis problemas e iniciar o contato antes que o cliente precise pedir ajuda.
Especialistas presentes no evento destacaram que a tomada de decisão é uma das áreas mais transformadas pela IA. A tecnologia deixou de atuar apenas na previsão de cenários e passou a prescrever (e executar) a ação mais adequada.
Em setores como trading e cibersegurança, isso significa decisões quase instantâneas, orientadas por dados em escala e livres de vieses da intervenção humana.
Outra mudança importante é a descentralização. Agentes distribuem informações acionáveis diretamente às áreas de operação, reduzindo a dependência de equipes analíticas centralizadas e acelerando o ritmo de resposta.
O desafio e a oportunidade
A evolução da IA agêntica coloca empresas diante de uma transição menos tecnológica e mais cultural. O maior desafio é estabelecer uma governança que permita delegar decisões sem perder controle ou clareza de critérios.
A oportunidade está na escalabilidade da execução. Agentes permitem que as organizações concentrem recursos em estratégia e inovação, enquanto automatizam fluxos inteiros com precisão. Isso abre espaço para novos produtos e modelos operacionais, além do ganho de produtividade. As empresas que adotarem a IA agêntica mais cedo estarão melhor posicionadas para competir em um cenário onde velocidade, precisão e adaptabilidade já são diferenciais decisivos.
*Antonio Pedro Sardinha é CEO da Be SmartAgents e sócio da Vocali. Especialista em finanças e vendas, com track record em impulsionar o crescimento em Tecnologia e SaaS, otimizar performance e liderar estratégias Go-to-Market data-driven para o mercado Latam. Também possui histórico de participação em processos de M&A e rodadas de investimento, além de expertise em desenvolver equipes talentosas para alcançar sucesso sustentável.


