SingularityU Brasil Summit reúne lideranças em São Paulo

30 de Abril de 2018

Primeiro dia de evento trouxe discussões sobre tecnologias exponenciais, saúde global, educação e inteligência

O primeiro dia de SingularityU Brasil Summit foi iniciado por Guilherme Soárez, CEO da HSM, que realizou o evento junto a Mirach. Ao introduzir a primeira sessão do evento, o executivo reforçou a importância da mobilização de toda a sociedade para que seja possível um futuro com mudanças.

“Moonshot thinking” foi o tema do primeiro bloco de palestras, iniciado por Peter Diamandis, engenheiro, médico, empresário e co-fundador da Singularity University. Em sua fala, o norte-americano ressaltou que o Brasil está no momento ideal para redescobrir seu poder de transformar o resto do mundo, com todas as ferramentas que estão à sua disposição. “Podemos trazer mais progresso para o mundo na próxima década do que foi apresentado no último século, por causa do pensamento exponencial”. Para finalizar, confirmou sua presença na HSM Expo, evento que acontece em novembro deste ano.

Em seguida, Thomas Kriese assumiu a palavra para mostrar que, devido ao desenvolvimento das tecnologias exponenciais, é possível impactar um bilhão de pessoas na próxima década em busca da solução para diversos problemas da humanidade. “A inovação está cada vez mais acelerada e devemos usar isso como inspiração. Todos os dias quando acordamos, tempos a oportunidade de mudar o mundo”, completou. Durante a apresentação, sustentou sua fala com a teoria dos 6 D´s: digitalização, decepção, disrupção, desmaterialização, desmonetização e democratização.

Encerrando a primeira sessão, Robert Muggah discorreu sobre o maior experimento social do ser humano: as cidades. Sua fala foi embasada na teoria de que se forem construídas da maneira correta, as cidades e grandes metrópoles permitirão que o ser humano sobreviva aos desafios que estão por vir por causa do aquecimento global. “Quando ouvimos sobre aquecimento global e suas consequências, pensamos em algo muito distante da realidade. Mas quando enxergamos o que ele está causando, começamos a nos preocupar com o futuro ”, afirma Muggah, após exibir imagens de cidades brasileiras há alguns anos e comparando com atualmente.

Dando início à segunda sessão de palestras, cujo tema foi “The Magic”, Yvonne Cagle falou sobre sua trajetória até se tornar a primeira mulher a pisar na lua. A astronauta, hoje em dia, desenvolve técnicas que melhoram a exploração espacial em relação a adaptação do corpo humano as condições do espaço, como biocápsulas que entram no organismo para diagnosticar uma doença e até mesmo tratá-la. A motivação para todas as conquistas foi a vontade de realizar o que sempre sonhou. “Sigam a trajetória de seus sonhos. Um astronauta é qualquer um que se instrui a ser algo maior que si mesmo. Lance seus sonhos na lua ou para qualquer lugar além do que se possa imaginar. Possibilidades são infinitas”, finaliza.

Depois, a artista plástica Joana César apresentou como um diário roubado resultou na sua arte, que funciona como um alfabeto criptografado. “Eu poderia ter escolhido um caminho profissional mais fácil, mas preferi dar a voz à minha criatividade. Todos somos criativos em potencial, esse exercício está em cada um de nós”, ressaltou Joana.

Para finalizar a segunda sessão, Alex Paris argumenta sobre como os seres humanos estão impactando o clima e mudando as condições da Terra, o chamado antropoceno. Ao desenvolver sua teoria, Paris afirma que “o ser humano passou a ser considerado uma força transformadora do meio ambiente, assim como tempestades e furacões. Atualmente, a quantidade de CO2 na atmosfera é a maior de todas as gerações a nossa espécie. Existem planos nacionais significativos para mudanças climáticas, mas eles ainda precisam de melhorias”.

A terceira sessão do evento, chamada de “Connect the Dots”, foi aberta por Jarbas Agnelli e sua orquestra. Sua apresentação girou em torno da música em todos os sentidos e sincronia: tratam-se das emoções aumentadas quando se sincroniza música com imagens. “As imagens fornecem um corpo a música que, em troca, entregam uma alma”, define Agnelli enquanto apresenta seus principais projetos sobre o assunto.

Divya Chander foi a próxima e falou sobre o futuro da neurociência com a robótica, explicando como funciona o cérebro, a consciência, código neurológico e como podemos conectar o cérebro a máquinas. “Estamos transformando o nosso potencial humano, e isso mudará todas as nossas características. Construir máquinas complexas permitirá que elas expressem a nossa consciência”.

Por fim, Tiago Mattos trouxe uma discussão sobre o futuro da educação e do trabalho. As transformações digitais continuam quebrando paradigmas e promovendo novos modelos de atividades laborais em que tecnologias exponenciais trazem comportamentos desafiadores para a construção da nova economia. “Cabe a nós estarmos preparados para compreender como nos adaptarmos às práticas que estão por vir”.

Abrindo última sessão de palestras do primeiro dia de SingularityU Brasil Summit, denominado “Pragmatism”,Vivianne Ming contou como iniciou seu projeto que ajuda no desenvolvimento de uma criança com o uso de máquinas sofisticadas. “Inteligências Artificiais estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia, lendo diagnósticos, reconhecendo pessoas e antecipando acidentes. Tecnologias vão sempre nos desafiar, mas quando elas são desligadas, precisamos estar melhores do que antes de liga-las”, encerra Ming.

Oswaldo Cruz entrou em seguida para debater sobre análise preditiva de doenças e seu impacto na saúde humana. “É essencial investir em capacitação para formar profissionais aptos a realizar análises específicas dentro do setor de saúde”, afirmou Oswaldo para finalizar o primeiro dia de palestras.

Sobre a HSM 
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