“Seja Exponencial” - grupo da Innovation Learning Trip visita a incrível Singularity University

10 de Novembro de 2017

Nesta quinta-feira, 09/11, o grupo da Innovation Learning Trip deixou o Dreamforce 2017 e iniciou uma programação intensiva de visitas guiadas e workshops exclusivos durante três dias em Palo Alto, no Vale do Silício. A primeira parada foi na Singularity University e quem recepcionou os brasileiros foi Fábio Teixeira, engenheiro, apaixonado pelo espaço, ex-aluno da SU e da Universidade Espacial Internacional, além de fundador da Hypercubes.

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A Singularity University é uma organização, criada pela NASA e pelo Google, grande difusora das tecnologias exponenciais, que estão mudando totalmente os modelos de negócios atuais. A missão da Universidade Singularity é educar, inspirar e capacitar líderes para aplicar tecnologias exponenciais para enfrentar os grandes desafios da humanidade. A SU foi fundada em 2008 pelo Dr. Peter H. Diamandis, fundador e CEO da Fundação XPRIZE e Universidade Espacial Internacional (ISU) e Ray Kurzweil, futurista, autor, e Diretor de Engenharia da Google. Nenhum empresário ou empreendedor que deseje estar bem posicionado no mundo dos  negócios nos próximos anos pode deixar e conhecer de perto o que está acontecendo nesse campo.

 

 

Uma das empresas sediadas na  Singularity é a Hypercubes, fundada pelos empreendedores Brian Lim e Fábio Teixeira. A empresa possui como meta divulgar a composição química de qualquer coisa na face da terra (terra, oceano e atmosfera), usando imagens hiperespectrais a bordo de nanosatélites, provendo informações que podem ser usadas em uma imensidão de indústrias com dezenas de milhares de aplicações.

“Queremos mostrar dados nunca antes vistos a uma taxa nunca antes feita.” - defende o CTO Fábio Teixeira.

 

 

Fabio é cofundador da Hypercubes e em 2010 ganhou uma bolsa integral para cursar o programa de graduação na Singularity University. na Nasa Ames Research Park. Sua paixão pelo espaço o levou para o Programa de Estudos Espaciais da International Space University (ISU) onde, novamente, ganhou outra bolsa integral. Como ex-aluno das duas universidades, algumas das redes mais poderosas do mundo, estão sempre em busca da próxima grande sacada que pode mudar o mundo ou outros corpos solares.

 

 

Em conversa com o grupo da Innovation Learning Trip, imersão exclusiva para o Vale do Silício realizada pela Clear Inovação, Fábio defendeu que o principal objetivo da Hypercubes é utilizar a tecnologia de Hyperspectral imaging para escanear todo elemento químico  existente  na superfície terrestre  e, através de uma constelação de milhares de satélites, registrar mudanças na água, terra e atmosfera. As aplicações dos dados gerados por constelação de satélites, que possuem dimensões de 30cm x 20cm x 10cm, podem ser diversas como biomarcadores, controles de níveis de fertilidade, doenças, níveis de nitrogênio e até efeitos que estão presentes nas estruturas das plantas e por consequência  traz a redução de riscos globais e efeitos ambientais.

 

“Dar para sua plantação o que ela precisa, onde ela precisa e como ela precisa” - comentou Fábio ao falar da aplicação de dados na agricultura de precisão.

 

O engenheiro comentou sobre  o uso de Inteligência artificial e machine learning na Hypercubes. O que antes, para processar imagens dos satélites, durava duas semanas com 10 pessoas trabalhando full time, hoje com o software conseguem filtrar elementos que desejam analisar em 5 segundos.  Compartilhou com o grupo que esse sistema gera uma quantidade enorme de dados e a expectativa é que essa constelação gere 100TB por órbita a cada 90 minutos, o que equivale a 25 mil filmes do Netflix de 40 min em alta definição em 90minutos.

 

“Ninguém nunca colocou um processador com tecnologia tão avançada no espaço” - compartilhou Fábio.

 

A empresa conta com mentores renomados como Andy Aldrin, filho de um dos dois primeiros homens que pisaram na lua. Alem disso, já tiveram a oportunidade de apresentar o projeto para Barack Obama e para a rainha da Holanda que, na visão de Fábio, conhece muito de tecnologia e recebeu muito bem o projeto.

 

 

A Hypercubes já realizou diversos testes com drones para cobertura de áreas como uma região de Ohio. Recentemente, receberam  um grande investimento e o primeiro satélite deve ir para o espaço final do ano que vem para realizar uma série de outros testes. Teixeira comentou que já aprenderam como verificar marcadores específicos, porém no espaço alteram-se diversas métricas, logo é de extrema importância regular todos os indicadores para sucesso futuro desta solução.

Por fim, Fábio compartilhou que o maior desafio que enfrentam atualmente é a questão de regulamentação. Por se tratar de uma tecnologia militar, o Governo Norte americano, através de órgãos como o  International Traffic in Arms Regulations (ITAR), exige diversas licenças para realizar observações da terra, o que demanda transparência e atenção em cada passo que se evolui no projeto.

 

Quer ficar por dentro de tudo que acontece aqui nessa imersão para o Vale do Silício? Acompanhe pelos canais do Acontecendo Aqui e da Clear Inovação. A cobertura completa da Clear é pelo Instagram @clearinovacao! - Redação Caetano Ávila.