Primeiro NSC Talks reuniu especialistas em inovação, storytelling e conteúdo para marcas

09 de Maio de 2018

Na última segunda-feira, 7/5) o Estúdio NSC Branded Content reuniu profissionais de agências e empresas de diversos segmentos de Santa Catarina para discutir conceitos e melhores práticas em branded content. O tema, que voltou à tona nos últimos anos, passou a fazer parte do cotidiano de quem trabalha com comunicação e se preocupa em encontrar formas de se conectar com seu público-alvo.

O NSC Talks – Edição Branded Content ocorreu na sede da NSC Comunicação em Florianópolis e foi produzido a partir da necessidade de elucidar sobre as mudanças no cenário disruptivo da comunicação. Hoje, um conteúdo de marca que impacta precisa ser focado no interesse do público e entregar informações relevantes. E, se a forma como as pessoas consomem informação mudou, as empresas precisam encontrar novas maneiras de ganhar relevância.

É neste ponto que fica clara a importância de se ter uma marca forte, como ressalta o professor da ESPM-SP, Fernando Palácios, especialista em storytelling com mais de 10 anos de experiência no segmento. “Uma marca serve pra duas coisas: é um atalho para escolhas (escolhemos a que mais agrada) e para diferenciar preço de valor”, explica.

Antes, para serem vistas, as marcas tinham que lidar com a limitação de espaço. Agora, o problema está em captar e manter a atenção de uma audiência cada vez mais seletiva. Quando se fala em engajamento e atenção, é preciso falar de conteúdo, que é a melhor forma de veicular a mensagem que agrega valor ao público. “O conteúdo é de verdade quando atende tanto aos interesses da marca quanto da audiência”, reforça Palácios.

Propósito no centro das estratégias
Para conseguir executar estratégias de branded content que sejam eficientes, as empresas não devem comunicar o que bem entenderem, mas sim integrar o ambiente em que o público está inserido para participar da conversa. “Marcas precisam fazer parte das histórias, e não ser a história”, simplificou Henrique Rojas, supervisor executivo de produtos e soluções da Rede Globo.

Rojas abordou, na sua fala “Do speech ao inspeech”, outro tema que está cada vez mais presente quando se fala em comunicação de marca: propósito. Segundo ele, para de fato se conectar com a audiência, é preciso ter algo a contar e ir além do que a empresa faz e como faz. O porquê ganha cada vez mais valor e é embasado nas crenças e nos valores da marca, que vão além do fator financeiro. “Se você tem propósito, vende muito mais fácil do que se só falar sobre o que faz. E o branded content ajuda a explicar esse propósito”, conta Rojas.

Seguindo esta mesma linha, Guilherme Krauss, head de planejamento e inovação da publisher paranaense Gazeta do Povo, compartilhou com o público as mudanças pelas quais a empresa passou para se realinhar com seu propósito e que respingaram na forma como os anunciantes realizam ações de branded content na empresa.

“As pessoas estão expostas a cada vez mais estímulos pelo canhão de informações que recebem todos os dias, mas têm cada vez menos paciência para tanta coisa. Por isso, a palavra de ordem é relevância. O desafio não é a marca caçar as pessoas, mas sim fazer com que as pessoas cheguem até elas através da identificação. E isso acontece com bons conteúdos”, afirmou Krauss.

Para finalizar, Gabriela Moura, coordenadora do Estúdio NSC Branded Content, trouxe cases realizados pelo núcleo e relembrou a frase de Maya Angelou: “As pessoas vão esquecer o que você disse, vão esquecer o que você fez. Mas elas nunca vão esquecer como você as fez sentir.”  

O conceito também pode ser aplicado por marcas, que podem se valer do apelo emocional e da licença poética para criar campanhas que captem a atenção do consumidor e despertem um sentimento positivo nele em relação ao universo em que estão inseridas e que reforcem sua essência.

Fotos: José Somensi/Divulgação