Johnson & Johnson anuncia desenvolvimento de vacina contra o Zika e apresenta resultados do projeto Zikalab

06 de Dezembro de 2017

A Johnson & Johnson acaba de anunciar que a Janssen Vaccines & Prevention B.V., parte da Janssen Pharmaceutical Companies, está trabalhando em parceria com o Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC), nos Estados Unidos, para validar e acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra o Zika vírus. Além do esforço científico no combate à doença, a Janssen Brasil apresenta hoje os resultados do projeto Zikalab, realizado no país desde 2016, para capacitar profissionais de saúde do sistema de saúde pública que estão na linha de frente do atendimento à população nas áreas mais afetadas pelo vírus.
 
Criado em 2016 em parceria com o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) e o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS), o Zikalab já capacitou cerca de 7 mil profissionais de saúde em 37 municípios de seis estados (Pernambuco, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins e Paraíba), com foco em prevenção e cuidado para mulheres grávidas, mães e bebês com microcefalia.
 
“O surto do Zika vírus afetou profundamente as famílias e o sistema de saúde do Brasil e exigiu uma rápida e intensa mobilização de todos os setores da sociedade. O Zikalab é um exemplo de como a colaboração entre diversas instituições, sejam elas públicas ou privadas, pode impactar positivamente os desafios de saúde pública”, afirmou Bruno Costa Gabriel, presidente da Janssen Brasil. “A capacitação permite que os profissionais de saúde estejam habilitados e preparados para responder à ameaça do vírus”, completou Fernanda Pimentel, Diretora Médica da Johnson & Johnson Consumo para a América Latina. Até o momento, a empresa já investiu cerca de R$ 2,3 milhões em apoio ao País no enfrentamento da doença.
 
Além dessa colaboração em saúde pública, a Janssen fez todos os esforços para promover o desenvolvimento de uma vacina baseada em vetores de adenovírus contra o vírus Zika (ZIKV), com base em tecnologia da Janssen e BIDMC.
 
Em um estágio inicial, estudo pré-clínico publicado em 4 de agosto de 2016 na revista Science, uma nova vacina baseada em vetores de adenovírus testada por BIDMC forneceu proteção completa contra o Zika, após uma única imunização em primatas não humanos (PNH), fazendo a vacina vetorizada em adenovírus uma candidata promissora para testes em seres humanos. A Janssen possui uma inovadora plataforma de vacinas - AdVac® - para desenvolver candidatos a vacinas baseadas em vetores de adenovírus, permitindo assim um desenvolvimento mais rápido de uma variedade de vacinas em múltiplas áreas de doenças.
 
"Nossa parceria com o BIDMC une as mentes científicas mais brilhantes e as mais recentes tecnologias em um esforço para desenvolver a vacina e ajudar a parar a disseminação desta doença", explicou Paul Stoffels, Chief Scientific Officer da Johnson.
 
Outro exemplo de intercâmbio científico foi o apoio a estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-COPPE) sobre o Zika vírus, em 2016. Pela primeira vez, um projeto brasileiro venceu um desafio do JLabs – rede de incubadoras da plataforma de inovação externa global da Johnson & Johnson. Durante seis meses, a pesquisadora Leda Castilho e sua equipe tiveram acesso a laboratórios de última geração, mentoria e infraestrutura de ponta para acelerar sua pesquisa.
 
Zikalab
Com base nas políticas e diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o Zikalab tem como objetivo ajudar a preparar gestores locais e equipes multidisciplinares de saúde – agentes comunitários do Programa Saúde da Família, agentes de controle de endemias, médicos, enfermeiros, terapeutas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos entre outros – para o processo assistencial dos pacientes mais vulneráveis aos agravos da doença.
 
Durante o treinamento, os profissionais são capacitados para lidarem em todos os cenários – prevenção da contaminação, gestante infectada e estimulação neuromotora do recém-nascido, passando ainda pelo entendimento epidemiológico e monitoramento. Todo o material de capacitação está disponível gratuitamente na Internet para facilitar e ampliar a acesso ao conteúdo. Confira aqui.

Além do número de profissionais treinados, estima-se que o projeto tenha contribuído para a melhoria do atendimento a 3 milhões de mulheres, gestantes e bebês. O Zikalab também permitiu a análise de dados epidemiológicos locais para a criação de estratégias de prevenção e acompanhamento de crianças com síndrome congênita do Zika, respeitando as particularidades de cada região.
 
Esse trabalho resultou em 112 propostas de intervenções inovadoras que serviram de subsídio para os gestores dos municípios. Um exemplo disso foi o caso de Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde a partir do Zikalab e com a aproximação entre as universidades e a secretaria municipal da saúde, foi construído um fluxo assistencial de atendimento materno-infantil. Ao todo, 15 universidades públicas e privadas espalhadas pelo país foram envolvidas no projeto de forma a estabelecer parcerias com a rede de saúde no processo de criação participativa de todas as fases do projeto.
 
Para garantir a agilidade, o alcance e a comunicação das equipes multidisciplinares dos 37 municípios, o programa criou ainda páginas no Facebook e YouTube, além de um grupo de discussão – o Zikazap - pelo aplicativo WhatsApp, onde foram divulgados em tempo real descobertas científicas, novos protocolos de atendimento e vídeos educativos abrangendo todo o universo do vírus.