77% das startups já pivotaram seus negócios pelo menos uma vez

21 de Novembro de 2019

Visa apresenta recorte sobre as startups inscritas no Programa de Aceleração da empresa em 2019

De acordo com o Mapa das Fintechs Visa, cerca de 77% das startups brasileiras já pivotaram em algum momento, ou seja, mudaram de segmentação ou de solução. Esse e outros dados estão presentes na análise da Visa, que mostra um recorte das startups no Brasil. Em sua segunda edição, o estudo traz informações sobre faturamento, obstáculos enfrentados, dados sobre investimentos e detalhes sobre os profissionais que trabalham nas mais de 175 startups inscritas no Programa de Aceleração Visa 2019.

O recorte mostra que 23% das startups mudaram apenas uma vez e 22% afirmaram ter pivotado mais de cinco vezes, o que pode ser considerado comum nesta área, já que muitas transformam seus negócios conforme demandas e oportunidades de mercado. Cerca de 3% nunca pivotaram e seguem na sua proposta inicial. A maioria das startups que se inscreveram no Programa (55%) tem entre um e cinco anos de existência, e 28% tem até um ano de idade.

Comparando ao Mapa das Fintechs Visa do ano passado, é notável uma grande diversificação entre as startups que se inscreveram no Programa de Aceleração Visa. As voltadas para o setor de pagamentos (20,6%), ainda maioria em 2019, apresentaram uma diminuição em relação ao ano anterior, quando eram quase 40% do total. Destacam-se ainda nesta edição áreas como mobilidade urbana (6,9%), big data (6,3%), inteligência artificial (5,6%), blockchain (5%) e machine learning (1,3%). 

 

Investimentos e faturamento

Quando se trata de investimento, a maioria (55%) afirmou não ter recebido investimento externo. Dessas, apenas 11,6% afirmaram usar capital próprio. Ainda assim, das inscritas, 35% disseram ter recebido investimento, porém não especificaram a origem. Aquelas que detalharam sobre investimento externo, afirmam ter recebido o aporte de Aceleradoras (5,4%), Investidores Anjo (4,5%) e Fundos de Investimento (4,5%) – incluindo Seed Investors e Venture Capital.

Os valores variam: 9,2% das empresas receberam até R$ 50 mil, 44,6% entre R$ 100 mil a R$ 500 mil, 38,5% receberam de R$ 500 mil a R$ 2 milhões e, 7,7% disseram ter recebido aportes acima de R$ 2 milhões.

Sobre faturamento, a maioria das startups afirmou que seus ganhos mensais variam de R$ 5 a 40 mil (49%). Em segundo lugar, 21% faturam entre R$ 100 mil a 500 mil por mês e apenas 11% ganham até R$ 5 mil mensais.

 

Obstáculos

Em relação aos principais desafios citados pelas startups, a dificuldade em obter clientes (14%) e questões relacionadas à dinheiro (14%) – como investimento e fluxo de caixa, aparecem em primeiro lugar, seguidos por problemas com a regulamentação (13%). Em 2018, um dos obstáculos mais citados foram sobre a burocracia (20%), inovação (18%) e a concorrência (13,4%).

 

Times

A respeito de suas equipes, as startups responderam sobre número de pessoas, idade de seus funcionários e gênero. Cerca de 38% delas possuem menos de 10 funcionários e 31% das startups tem entre 10 a 30 funcionários. As idades dos times variam: 64% têm funcionários com até 35 anos e 22% possuem uma equipe jovem, com idade máxima de 25 anos. Os homens ainda são maioria nas equipes, mas 61% das startups afirmaram possuir mulheres no time.

O Mapa das Fintechs Visa traz ainda informações sobre a distribuição geográfica das startups. São Paulo continua como o estado de origem da maioria das startups e representa 48,8% do total. Mas é possível notar uma importante mudança no eixo das inscritas em relação ao ano passado, onde se destacam estados como Minas Gerais (10,5%), Paraná (9,3%), Santa Catarina (6,4%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ambos com 5,2%.

Neste ano, Minas Gerais superou o Rio de Janeiro e foi o segundo estado com o maior número de empresas inscritas no Programa de Aceleração. Paraná e Santa Catarina também cresceram em relação ao ano passado. Em 2018, o estado de São Paulo concentrava 55% das empresas, seguido por Rio de Janeiro (8%), Rio Grande do Sul (7,2%), Paraná e Minas Gerais, com 6,7% cada.