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ESTREIA de uma nova seção: “7 Perguntas Para”. Que estreia com a jornalista Deborah Almada
23 de Julho de 2011

ESTREIA de uma nova seção: “7 Perguntas Para”. Que estreia com a jornalista Deborah Almada

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O portal AcontecendoAqui, que completará 8 anos em outubro, dá início hoje à uma nova etapa no processo de revigoração de seu conteúdo. Sempre ouvindo  os leitores por meio dos diversos canais que mantemos com eles, surgem novidades como essa nova seção que trará semanalmente o ponto-de-vista de profissionais catarinenses, nosso principal foco de interesse, discutindo a realidade regional, oportunidades ameaças e tendências. Fica aqui o convite para nossos leitores sugerirem nomes de profissionais dos quais gostariam de ler aqui 7 respostas.

Começamos essa seção com 7 perguntas para Deborah Almada, sócia da All Press Comunicação Estratégica, que tem sede em Florianópolis.
Déborah Almada, jornalista, nascida em Porto Alegre, formada pela Famecos (PUC/RS), desde 1986 morando em Florianópolis. Com passagem por diversos veículos de comunicação, como Diário Catarinense, RBS TV, O Estado, foi também Gerente de Comunicação da Fenasoft. É pós-graduada em Marketing (Cesusc) e tem MBA em Gestão da Comunicação Corporativa (FECAP/SP). Sócia-Diretora da All Press Comunicação Estratégica, ao lado de Rogério Kiefer.

AcontecendoAqui – A All Press está completando 8 anos no mercado catarinense. Como foi o início e as transformações na atividade nesse período?
Déborah Almada – Em 2003, éramos apenas os dois sócios – eu e o Rogério Kiefer. Fazíamos tudo: os contatos com as redações, as reuniões com os clientes, os serviços administrativos. Mas nesta época já tínhamos em mente que a empresa deveria oferecer um serviço diferenciado, pois nunca entendemos a assessoria de imprensa como um mero produtor de notas e releases. Nosso objetivo sempre foi ir além do básico, tendo o planejamento como pré-requisito. Assim, mesmo com uma equipe pequena, ao começar um novo trabalho conversávamos com os clientes, identificávamos os desafios e trabalhávamos numa proposta que atendesse adequadamente cada demanda. Isso muitas vezes exigia ações de assessoria de imprensa e também uso de outras ferramentas (relações públicas, planejamento de marketing, apoio na organização de eventos). Para tanto, fomos aprimorando o conhecimento em outras áreas, investindo na empresa, buscando profissionais com boa formação. Felizmente, hoje, depois de quase uma década no mercado, temos uma equipe muito competente e afinada. Isso nos permite envolvimento maior no planejamento estratégico das ações, no relacionamento com clientes, na busca por inovações e nos contatos com as redações.

AAqui – Recentemente vocês se reposicionaram, deixando de ser agência de comunicação que pensa apenas uma plataforma, passando a se relacionar em todos os ambientes e mídias. Fale sobre isso.
D. A. – Relacionamento é a palavra-chave no dia-a-dia de uma agência de comunicação. O que a gente fez foi estender para outras plataformas aquilo que fazíamos nos meios tradicionais. Há pouco tempo lançamos um núcleo daquilo que se convencionou chamar RP 2.0 e reforçamos ainda mais as ações complementares às ações típicas de assessoria de imprensa. Foi um passo natural, que antecipou uma tendência irreversível. As ações na internet garantem visibilidade imediata e uma abrangência ampla e muito rápida. Mas o importante é mantermos a filosofia que sempre norteou nossas ações: seja no Twitter, no Facebook, na TV, nos jornais, enfim, o importante é que as ações desenvolvidas estejam alinhadas às necessidades da marca que atendemos e contribuam, de alguma forma, para o fortalecimento dessa marca.
AAqui – E o que significa o RP 2.0, que a All Press tem apostado fortemente?
D. A. – Há poucos meses decidimos ingressar com mais força nesse mercado. Desde o início, sempre atuamos estabelecendo relacionamentos entre nossos clientes e seus públicos. Agora os relacionamentos não estão mais restritos ao ambiente off line. Ao contrário: cada vez mais as pessoas “conversam” com as marcas – ou falam sobre as marcas – nas redes sociais, no ambiente virtual. Vimos que garantir a presença positiva das marcas na internet é um caminho sem volta para quem trabalha com comunicação. Ocorre que há diversas formas de estabelecer esses relacionamentos – e uma delas certamente é a oferta, na internet, de conteúdo relacionado à marca e, ao mesmo tempo, valioso para as pessoas.
A criação e a oferta de conteúdo relevante estão na base do nosso trabalho de RP 2.0. Oferecemos aos internautas textos, fotos, vídeos e outros conteúdos que julgamos adequados. Quem atua na internet também precisa “ouvir” o que as pessoas têm a dizer, respondendo a eventuais questionamentos e estabelecendo diálogos. As pessoas não querem apenas acessar a internet e saber o que as empresas têm a dizer. Elas querem que as empresas se adaptem ao gosto do consumidor, ofereçam conteúdo importante para as pessoas, ouçam o que o consumidor tem a dizer e, quando possível, mudem processos e produtos para “atender ao gosto do freguês”. Esse também não é um processo novo, que começou com a internet. As redes sociais e o que poderíamos chamar de “compras sociais” (antes de adquirir um produto o consumidor avalia as opções com seus amigos nas redes) potencializaram algo que existe há bastante tempo: o boca-a-boca. O RP 2.0 é a forma que as empresas estão encontrando para mostrar seus atributos e se relacionar nesse ambiente bastante anárquico e livre da internet.
AAqui – O que vocês oferecem aos seus clientes e que tipo de empresa são eles?
D. A. – Atendemos empresas de segmentos bastante distintos – varejo, indústria, saúde, concessionária de serviços, entre outros – e isso torna impossível pensarmos em uma solução única para todos. O que buscamos é conhecer a fundo o mercado e as necessidades de cada cliente e, a partir daí, definir a melhor política de comunicação a adotar.
AAqui – Somos testemunhas que sua empresa tem investido na capacitação da equipe, inclusive nos sócios. Quais ferramentais vocês estão apostando e obtendo mais resultados?
D. A. – Os sócios da All Press têm formação na área de Jornalismo. Os conhecimentos da técnica jornalística são essenciais para o trabalho que desenvolvemos. Mas acreditamos que eles devam ser complementados por outros conhecimentos. Nos últimos anos cursei uma pós graduação em comunicação empresarial e fiz cursos on-line específicos para atuação nas redes sociais.
O Rogério Kiefer, o outro sócio da empresa, fez alguns semestres do curso de economia, concluiu um MBA na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e fez curso de marketing de serviços na FGV. Mais recentemente, com a intenção de atuarmos mais fortemente na internet, ele participou de cursos do próprio AcontecendoAqui e de outras instituições. Também sempre estamos atentos e estimulamos que nossos repórteres façam cursos nas áreas em que atuamos.
Esta semana um de nossos colaboradores fez um, por exemplo, em videorelease, que é uma ferramenta que queremos explorar mais. Como somos uma empresa de pequeno porte, buscamos cursos que possam ser aplicados quase que imediatamente aos negócios, melhorando a gestão interna e, principalmente, os serviços que oferecemos aos clientes.
AAqui – Essa mudança de visão do negócio é uma tendência geral nas empresas de assessoria e relações públicas?
D. A. – O mercado para as empresas de comunicação e para nossos clientes está muito concorrido. Então temos de nos diferenciar, oferecendo soluções mais completas para as marcas que atendemos. E as empresas/clientes também precisam pensar de forma mais abrangente, demonstrando preocupação e alcançando o cliente ou o potencial cliente em todas as plataformas. Os jornais, as rádios, as revistas, a TV continuarão sendo áreas essenciais para a atuação das agências de comunicação. Mas ver a comunicação como algo muito mais amplo já é uma realidade em diversas assessorias e será um diferencial cada vez mais valorizado.
AAqui – Onde essa nova atuação colide com agências de publicidade, agências digitais e de marketing digital?
D. A. – O mercado de internet é muito novo, muito amplo e ainda vai crescer de forma rápida e sustentada por vários anos. Então há espaço para empresas atuarem nas mais variadas áreas. Ao pensar a comunicação como algo bastante amplo, surgem novas demandas e espaço para mais gente trabalhar. O mercado terá espaço não só para empresas nas áreas citadas, mas para novas. Design, antropologia, sociologia, artes. Tudo isso terá espaço na comunicação com os clientes. E gostaria de aproveitar o espaço para uma mensagem para àqueles que estão estudando Jornalismo, Publicidade e RP: Se decidirem um dia montar sua própria agência, busquem o domínio técnico. Mas também são fundamentais a capacidade de criar relacionamentos, visão abrangente do negócio, iniciativa, curiosidade, disposição para estudar sempre, conhecer pessoas e coisas novas. Gostar de trabalhar com comunicação é essencial.

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