ENTREVISTA | Mateus Corradi, CEO da Florense

10 de Março de 2020

Empresa é referência nacional em móveis planejados

Em um país no qual 58% das empresas abertas ‘morrem’ até chegar ao quinto ano de atividade (fonte SEBRAE/SP - 2019), a Florense é um case singular: atinge seus 67 anos na terceira geração de empresa familiar, vigorosa e em expansão. À frente dela, Mateus Corradi, engenheiro de produção de 36 anos, que já acumula duas décadas de experiência na empresa. Corradi ingressou como estagiário e atuou em todas as áreas até chegar a CEO, há exato um ano. Referência em design, inovação e sustentabilidade na produção de móveis planejados, a Florense aposta alto no mercado do estado, inclusive com a recente renovação da loja de Florianópolis, dirigida pela franqueada Deyse Wagner Engel.

 

Quais as expectativas da Florense no mercado catarinense?

Mateus Corradi: Estamos presentes há mais de 30 anos no estado e temos franquias em quatro cidades estratégicas - Joinville, Florianópolis, Chapecó e Balneário Camboriú. Sempre esperamos mais de Santa Catarina, que está à frente em muitos aspectos – segurança, infraestrutura, equilíbrio fiscal e inovação tecnológica. Estamos promovendo mudanças importantes nas franquias, com a renovação ou sucessão dos franqueados e lojas com nova roupagem, novos padrões e formas de trabalho. Em Florianópolis, Deyse Engel conhece muito bem o mercado local e investirá forte em relacionamento.

 

Como a Florense vê o mercado pós-recessão?

Mateus Corradi: Prevemos a crise e soubemos fazer o dever de casa antes do tsunami. Percebemos que o mercado estava saturado e reduzimos custos, investimos em tecnologia, na eficiência dos processos e na readequação das franquias. Isso nos fortaleceu. Mas a retomada não será rápida, prevejo um hiato de até 18 meses no mercado imobiliário. A maioria das construtoras e incorporadoras ainda trabalha com estoques.

 

E a experiência de ser CEO de uma empresa como a Florense, aos 36 anos?

Mateus Corradi: Quando Lourenço Castellan, um de nossos fundadores, questionou sobre a minha missão à frente da Florense, respondi que era um desafio complexo – entregar uma empresa ainda melhor do que recebi da geração anterior. A missão da equipe que lidero é perpetuar a empresa, dar continuidade a um legado de máxima importância para o país.

 

Esta entevista é uma parceria com a editora PalavraCom

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