Em bate-papo com empresários do LIDE SC, João Barone conta a história do Brasil na Segunda Guerra

29 de Março de 2019

Baterista do Paralamas do Sucesso esteve em Florianópolis com palestra e noite de autógrafos

 

Fotos: José Somensi.
 

Entusiasta sobre a participação brasileira na Segunda Guerra João Barone, baterista do Paralamas do Sucesso, conversou com filiados e convidados do LIDE SC na primeira edição do LIDE Talks deste ano, realizado no Cool2Work Acate Downtown, em Florianópolis. Com sessão de autógrafos, o músico lançou o livro documental que aborda a atuação dos pracinhas na Europa.

Filho do soldado João Lavor Reis e Silva, que lutou no Regimento Sampaio, Rio de Janeiro, desde cedo Barone demonstrou interesse pelo período, transformando a curiosidade na obra 1942 O Brasil e sua guerra quase desconhecida. O livro, uma homenagem comovida e que se preocupa em reconstituir as histórias que deixaram de ser contadas pelos soldados, narra a participação de mais de 25 mil pracinhas da Força Expedicionária Brasileira no final do conflito mundial, traçando um amplo histórico enriquecido com fotografias do período. O título expressa um protesto contra o desconhecimento generalizado em relação à participação do Brasil na guerra.  “Parece que a gente ficou em um vácuo muito grande em reconhecer a história desses homens que foram para a guerra. No Brasil poucas pessoas sabem o que significou a nossa participação. Não se vê isso nos currículos escolares”, pontua.

Durante o bate-papo o escritor dividiu com o público diversas curiosidades sobre a presença dos pracinhas nos campos europeus reunidas após anos de pesquisa. “Os brasileiros foram bem. É importante a gente dizer isso sem nenhum ufanismo ou patriotismo barato. A nossa participação na segunda guerra mundial foi muito valiosa. Seria muito injusto só reconhecer e valorizar o sacrifício desses combatentes quando eles já não estiverem mais aqui”.

Ao final da guerra cerca de 500 brasileiros haviam perdido a vida em batalha e mais de dois mil militares retornaram ao Brasil mutilados. Para ele o legado deixado por este período é de luta por dignidade e justiça. “Eles foram lutar pela democracia, por um mundo livre, pelo direito universal do ser humano e igualdade. No bojo dessa história de participar da guerra a gente reconhece esses valores de lutar por um mundo melhor, longe das ditaduras e da opressão”. Barone ressaltou ainda a importância da realização de eventos como este pelo LIDE SC, reunindo empresários que movimentam a economia brasileira para debater e fomentar a cultura e história do País.