Pandemia incentiva a digitalização dos negócios de novos microempreendedores

27 de Novembro de 2020

Número de MEIs chegou a 11 milhões em novembro, e muitos deles buscam ferramentas para se profissionalizar, ganhar eficiência e marcar presença na internet

Foto de Startup Stock Photos no Pexels

Com a chegada da pandemia de coronavírus, empreendeder tornou-se uma opção ou a única alternativa de renda para quem perdeu o emprego. Só em novembro, o número de Microempreendedores Individuais registrados no Brasil chegou a 11,2 milhões, crescimento de cerca de 18% apenas neste ano. A boa notícia é que mesmo quem se tornou empreendedor por necessidade tem procurado se profissionalizar.

E para ajudar nesse desafio, a HostGator, multinacional de hospedagem de sites, lançou em março o Collabplay. Trata-se de uma plataforma que disponibiliza cursos sobre tecnologia, negócios, e marketing, voltados tanto para pessoas que desejam iniciar um novo negócio quanto para quem já tem um e busca aumentar as oportunidades comerciais.

Uma sondagem realizada pela empresa com cerca de 500 dos alunos apontou que 33% são autônomos ou MEIs. É o grupo mais numeroso, seguido por estudantes (22%), pessoas empregadas em empresas (18%) e donos de pequenos negócios (12%). Já dois terços dos participantes na pesquisa indicam que conquistar clientes é o principal desafio do negócio - uma dificuldade maior do que inovar (apontada por 38%) ou administrar o empreendimento (29%). A maioria deles - 66% - não possui um site, um problema que muitos tentam resolver no Collabplay.

“Dedicar um pouco de tempo a estudar sua proposta e a aprender estratégias para crescer pode significar a diferença entre ter um negócio bem-sucedido ou acabar tendo de fechar as portas”, comenta o gerente de marketing da HostGator, Ricardo Melo.

Operações mais digitais

Além de buscar informação para aperfeiçoar seus modelos de negócios, os MEIs também têm procurado digitalizar seus processos internos. O Asaas, conta digital para empreendedores, por exemplo, passou a atrair 5 mil clientes por mês, 2,5 vezes mais do que antes da pandemia, chegando a mais de 50 mil em todo o país. A principal razão foi a urgência por meios de pagamento online e pela automação de cobranças.

“O cenário de distanciamento social exigiu uma rápida adaptação. Como oferecemos um serviço com várias ferramentas de backoffice, mais empreendedores e autônomos têm nos procurado”, afirma o CEO da empresa de Joinville, Piero Contezini.

Por conta da demanda, a empresa acelerou o lançamento de produtos - caso do Mercado Asaas, um marketplace gratuito. “Queremos facilitar o trabalho dos empreendedores, para que possam vender seus produtos e serviços com o custo mais baixo possível, sem mensalidade ou taxas de manutenção”, explica o CEO. A plataforma oferece ainda antecipação de recebíveis, robô de cobranças e um serviço que permite ao empreendedor solicitar a negativação de clientes devedores.

“Muitos empreendedores sabem que precisam ter presença online para serem encontrados por seus potenciais clientes e entendem a importância da digitalização para ganhar eficiência, mas não têm clareza sobre como fazer isso”, diz Melo, da HostGator. “A procura por serviços e por informação é um sinal de que estão dispostos a investir no seu próprio crescimento”.

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