Intraempreendedorismo é diferencial de empresas durante a crise

29 de Abril de 2020

Pormade aposta na gestão participativa para engajar equipes e implantar as melhores estratégias no combate ao coronavírus

 

Há mais de 40 anos, a Pormade, considerada a maior fabricante de portas do Brasil, promove e incentiva o intraempreendedorismo. E, em épocas de crise, como a que vivemos atualmente com a pandemia do coronavírus, esse modelo de gestão participativa, onde os colaboradores estão diretamente envolvidos nos processos de inovação e de tomada de decisões da companhia, pode ser um grande diferencial. 

O diretor-presidente da empresa, Claudio Zini, começou a implantar essa cultura de compartilhamento na empresa no fim dos anos 80, após uma viagem de negócios ao Japão. O executivo acredita que o maior patrimônio de uma companhia são as pessoas e, por esse motivo, todos precisam se sentir parte do negócio. “Principalmente, nesse momento que vivemos, temos que seguir abraçando os colaboradores. Eles são nossa base central”, ressalta. E reforça: “já dizia Winston Churchill: destrua tudo o que tenho, mas deixem meu pessoal e reconstruiremos tudo de novo”, cita.

Com produtos de qualidade e colaboradores motivados a superarem a crise que assola todo o mercado, a Pormade Portas é uma empresa que ao longo dos 80 anos de atuação sempre buscou se modernizar, seja com novas tecnologias ou englobando novos modelos de negócio. “Aqui, as decisões partem sempre do nível do piso da fábrica, de baixo para cima”, afirma o empresário. 

Atualmente, são 12 os canais de venda da empresa, dentre eles, showrooms próprios, franquias e o e-commerce, que tem garantido a visibilidade e continuidade na venda dos produtos desde o início da crise da Covid-19. 

Com sede em União da Vitória (PR), onde atuam mais de 700 colaboradores, a empresa já implantou todas as medidas de segurança necessárias para o desenvolvimento das atividades nas duas fábricas e nos escritórios, visando a saúde dos colaboradores. E, além disso, a grande premissa do momento é evitar demissões. Algumas equipes já tiveram suas férias antecipadas e outras, estão atuando nos modelos home office ou de rodizio. 

“Decidimos entre todos que, se for necessário, faremos a redução da jornada de trabalho e, apenas em último caso haverá redução de salários”, explica Zini. “Enfatizamos diariamente que toda opinião importa, nossos valores remetem a todos agindo como donos e patrões. Dessa forma, mantemos os bons profissionais ao nosso lado e, ao fim da crise, esse será nosso maior trunfo para a retomada do crescimento”, finaliza.

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