Equipe do Armário Coletivo apresenta cultura compartilhada da ação de intervenção urbana catarinense em São Paulo

10 de Agosto de 2018

O Armário estimula o compartilhamento de objetos em bom estado para serem reutilizados por outras pessoas

A equipe do Armário Coletivo, uma ação de intervenção urbana que utiliza armários para transformar espaços públicos e criar novos hábitos de consumo entre pessoas, estará em São Paulo para participar de uma série de palestras, oficinas e workshops. A intenção do grupo é falar sobre como o Armário Coletivo fomenta novas economias e o consumo consciente.

Nos dias 10, 11 e 12 de agosto a equipe estará em imersão, participando da formação em Fluxonomia 4D – Um conjunto de metodologias e ferramentas desenvolvidas pela futurista Lala Deheinzelin, que combina a criação de futuros e aplicação de novas economias para compreender as necessidades do mercado e da sociedade do século XXI, e serve para desenvolver projetos, produtos, serviços, modelos de gestão e negócios a partir da lógica exponencial do século XXI, por meio das economias Criativa, Compartilhada, Colaborativa e Multi Moedas. Já no dia 15 de agosto, às 19h, o Armário Coletivo estará em pauta na Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, em São José dos Campos, conduzindo uma palestra sobre moda e consumo consciente.

Para a articuladora social do Armário Coletivo Carina Zagonel, esta é uma oportunidade de replicar o modelo de compartilhamento da iniciativa em outras cidades do Brasil. “Será importante estar em São Paulo, pois universidades, coletivos e inclusive a prefeitura de São José dos Campos querem saber como estamos atuando com as novas economias aqui em Florianópolis. A ideia é replicar esta experiência, que é única no país”, explicou Carina.

O armário é um espaço que convida as pessoas a compartilharem objetos em bom estado que elas já não usam mais disponíveis para serem reutilizadas por outras pessoas, como roupas, sapatos, brinquedos, objetos domésticos, livros, etc. Assim estimula na prática os novos modelos de economia: colaborativa, compartilhada e circular.

Atualmente são 12 armários espalhados na capital catarinense. Juntos, eles recebem cerca de 360 objetos por dia, uma média de 35 itens em cada um, com grande rotatividade. Geram uma economia de cerca de R$ 9,6 mil por mês em cada armário, por meio dos compartilhamentos. A iniciativa foi contemplada pelo edital do Programa de Apoio a Projetos (PAP) da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) e recebeu o Prêmio IGK, do Instituto Guga Kuerten, na categoria Mobilização Comunitária, no ano de 2017.

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