Como o Social Good Brasil antecipa tendências  e se conecta ao que acontece no mundo

15 de Outubro de 2021

Organização com sede em Florianópolis, o Social Good Brasil celebra a 10ª edição do Festival SGB em 2021

 

O maior evento de tecnologia e dados para impacto social do país já nasceu pioneiro e se consolida como antecipador de tendências importantes, como tech e data for good (tecnologia e dados para o bem), além de promover debates inspiradores que precisamos ter como sociedade e reflexões sobre o mundo que estamos criando e qual é o nosso papel nele.

Em 2011, as cofundadoras do SGB Fernanda Bornhausen e Lucia Dellagnelo participaram do Social Good Summit, um evento que reúne cidadãos globais de todas as esferas para compartilharem suas ideias e discutir sobre o mundo. Lá, elas ouviram os líderes do Nobel da Paz Desmond Tutu, Muhammad Yunus e Elie Wiesel. No debate, eles faziam um convite para um grande movimento para o bem da humanidade, levando em conta as mudanças que a tecnologia traria nos próximos anos. Foi ali que Fernanda e Lucia saíram com o propósito de trazer o movimento “social good” para o Brasil e começar um movimento a partir do uso da tecnologia para gerar impacto social. 

Com o tempo, o propósito do SGB foi ampliado e hoje também contempla o uso de dados para o bem. Porém, a essência permanece a mesma e a organização segue de olho no que acontece no mundo e antecipa tendências, sempre com o impacto social em mente.

“A inovação está no DNA do Social Good Brasil. Sempre buscamos estar alinhados ao que acontece no mundo, e nossa rede de fellows e parceiros não medem esforços para buscar as melhores soluções para resolver problemas sociais”, diz Silvia Luz, diretora-executiva da organização.

 

 

Festival SGB reúne vozes plurais e traz temas importantes para a humanidade desde 2012

O primeiro evento, em 2012, ainda em forma de seminário, coincidiu com o lançamento da própria organização e teve como tema “O poder das tecnologias e mídias sociais para a transformação social”. Enquanto muitos ainda estavam tentando entender como usar as redes sociais, o evento já compartilhava novas formas de transformação social no tempo/espaço virtual, e mostrava ações ainda pouco comuns na época, como financiamentos coletivos para tirar ideias transformadoras do papel.

Em 2014, o convite ao empreendedorismo social começa a ser uma conversa real e a internet serviria como mola propulsora de ideias de impacto. Uma das convidadas deste ano foi a jornalista Maria Ressa, que acaba de ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Ela defendeu o uso da tecnologia para o crescimento do jornalismo ativista e a importância das redes sociais para incentivar as manifestações populares.

No ano seguinte, de acordo com o Google Trends, questões sociais e de gênero estiveram no centro das perguntas mais feitas na ferramenta: “como posso ajudar os refugiados”; “por que as mulheres não podem lutar nas forças especiais” e “black lives matter” estiveram no topo dos questionamentos. O evento anual do SGB teve, entre os assuntos debatidos,  “Empoderamento feminino: o que a tecnologia tem a ver com isso?”, com a participação das empreendedoras Arielli Guedes, Camila Achutti, Fernanda Bornhausen e Samantha Shiraishi. 

Já em 2017, começou a ser plantada a semente que viria a ampliar o propósito da organização. Um dos convidados para abrir o evento discutiu o tema data for good (dados para o bem), trazendo o questionamento: “Os dados podem ser nossos aliados?”. Andrew Means é o fundador da Data Analysts for Social Good e explicou como a ciência de dados é fundamental para causas como educação e defesa dos direitos humanos. Neste ano, ele retorna no dia 29 para participar do painel “Da ONG conectada à ONG Data-Driven”, com a autora best seller Beth Kanter (que também foi palestrante em 2012), com moderação de Gabriela Szprinc do Mercado Livre. 

 

 

Por aqui, o Movimento Data For Good foi lançado na edição de 2018, com a intenção de promover a reflexão sobre como os dados que circulam em toda a internet podem ser utilizados para causar impacto social positivo - tema que continua cada vez mais atual nesse contexto de golpes e armadilhas do mundo digital.

“Nesse ano, reaprendendo a viver numa pandemia, aprendemos também a dar valor à profundidade que só um mergulho pode proporcionar. A 10ª edição do Festival convida todos a mergulharem nas profundezas de conversas que importam”, finaliza Silvia Luz. 

Entre os palestrantes confirmados está Jake Porway, cofundador da Data Kind, que utiliza o poder da ciência de dados a serviço da humanidade e já foi cientista de dados do laboratório de pesquisa do New York Times, Daniela Arrais, jornalista e sócia-fundadora da Contente, Fernanda Campagnucci, diretora-executiva da Open Knowledge Brasil, Rodrigo Borges, cofundador da Escola do Vazio e Clube do Diálogo, entre outros. A lista completa dos palestrantes confirmados está no site do Festival. 

O Festival SGB ocorre de 26 a 30 de outubro, totalmente online e gratuito. As inscrições podem ser feitas pelo site

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