Profissionais do rádio e de tv retornam ao trabalho presencial após tomarem a segunda dose da vacina contra a covid-19

28 de Maio de 2021

Especial ACAERT relata a expectativa de apresentadores das emissoras em retornar aos estúdios após longo período em home office

 

Quando surgiu a pandemia da covid-19, uma das principais preocupações das emissoras de rádio e televisão de Santa Catarina estava relacionada à saúde dos colaboradores e clientes. Era preciso implantar protocolos sanitários para uma doença até então desconhecida. Entre as medidas das emissoras foi implantar o trabalho à distância, no formato home office para profissionais com mais de 60 anos de idade ou para aqueles que se enquadravam no grupo de risco. A responsabilidade social das emissoras foi garantir segurança para quem permaneceu atuando presencialmente e para os colaboradores que estavam trabalhando em casa. Um ano e dois meses depois, muitos desses profissionais em home office já receberam a segunda dose da vacina contra a covid-19 e, agora, estão retornando às redações e aos estúdios das emissoras. Mesmo vacinados, estão conscientes de que precisam continuar seguindo as medidas de prevenção, como o uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento mínimo.  

É o caso do jornalista e comentarista da NSC de Blumenau, Valther Ostermann, que retornou na última segunda-feira ao Jornal do Almoço. Com 71 anos de idade e 30 de profissão, ele passou vários meses trabalhando em casa. Na volta à emissora, Valther foi recebido com carinho pelos colegas. “Ao tomar a segunda dose veio aquele alívio. Gente, estou teoricamente imunizado. Se eu pegar esse vírus, será de forma branda. É isso o que a vacina nos garante. A segunda sensação foi o retorno à redação do ‘Jornal do Almoço’ depois de 13 meses. Recebi uma recepção tão carinhosa que eu ainda estou emotivo. Uma reentrada que me deixou feliz. Porque eu me senti voltando ao ninho”.

 

O apresentador da Rádio Clube, de Blumenau, Farley J Santos, é outro exemplo. Ele tem 75 anos de idade e 60 de rádio. Durante a pandemia, o locutor passou a gravar o seu programa “A Hora do Trabalhador” em casa. “Eu tenho um estúdio de gravação na minha casa. Eu gravava o programa e mandava por e-mail. E o material era editado na emissora. Aqui no estúdio, ao vivo, você conversa com o ouvinte, pode se soltar mais e audiência é melhor. A gente está aí há tantos anos na estrada. Fazer rádio não é nenhum mistério”.

 

 

O jornalista Paulo Alceu, do grupo ND, também trabalhou um período em home office. Atualmente, ele divide seu tempo trabalhando em casa e presencialmente na tv. Paulo tem 68 anos de idade e não apresenta comorbidades. “Foi montando um estúdio na minha casa e eu todas as noites entrava ao vivo no ND Notícias. No final do ano, mudou um pouco, quando dividi meu tempo entre ficar em casa e ir para a redação. É dessa forma que eu estou ‘tocando’. Agora, já fui vacinado com as duas doses da coronavac. Ainda me sinto um pouco receoso, porque muitas perguntas estão sem respostas. E muitas respostas ainda levantam dúvidas. É interessante a gente tomar cuidado, porque lamentavelmente eu acredito que nós vamos conviver com esse vírus para o resto da vida”.

 

 

O radialista Ademir Caetano, responsável pelo esporte da Rádio Amanda FM, de Rio do Sul, trabalha em home office desde junho do ano passado. Em agosto, completa 61 anos de idade e 30 de rádio. Ele aguarda ansiosamente para retornar ao trabalho presencial na emissora. Para isso, precisa tomar a segunda dose da vacina em julho. “Eu estou exatamente há uma ano e dois meses em casa, com dificuldades porque a gente está acostumado com o ambiente de trabalho. Ambiente quando é bom a gente sente saudade. Estou nesta expectativa de tomar a segunda dose da vacina. Também com saudades dos colegas. A gente se dá muito bem no trabalho. Estou ansioso”.

 

 

O jornalista e radialista Mário Motta, da NSCTV e da rádio CBN Diário é outro que está aguardando com grande expectativa o seu retorno. Mário tem 69 anos de idade e 35 anos de empresa.  Ele já tomou a segunda dose da vacina. “Eu não encontrei muito dificuldade em me adaptar ao meu estúdio-escritório, principalmente no veículo rádio. Pois em toda a minha carreira, eu transmite centenas de vezes em externas para vários eventos. Para a tv, nós fomos aperfeiçoando os detalhes. Iniciei com uma câmera enorme de estúdio e um micro-ondas montado no forro de casa. Mas, aos poucos, fomos percebendo que o mais importante era o conteúdo. Eu confesso que estou ansioso para voltar depois de duas doses de vacina. De um tempo protocolar exigido pela Anvisa e pela NSC. Eu espero que os meus ouvintes e telespectadores estejam tão ansiosos para me rever no estúdio, como eu para reencontrá-los. Vai ser como um reinício de carreira para um jovem aprendiz. Mantendo todo protocolo de segurança, distanciamento, álcool em gel, máscaras e equipamentos de segurança”.

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