Pesquisa da Kantar afirma que Fake News reforçou a credibilidade da imprensa

16 de Maio de 2018

Em tempos de internet e redes sociais, ler/receber notícias falsas, ou as chamadas Fake News, não é nenhuma novidade. Muitos pregavam que as redes sociais e a internet estariam com os dias contados só por causa disso ou o próprio Jornalismo. Só que o tiro tem saído pela culatra. Com o passar dos anos, as pessoas começaram a ficar mais atentas aos conteúdos e selecionam cada vez mais no que irão acreditar. E quando querem saber a respeito de algum assunto, se informar, 75% delas estão recorrendo para sites confiáveis e de qualidade, sendo que, no Brasil, esse número chega a 90%. É o que diz a pesquisa "Trust in News" feita pela Kantar no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e França com 16.000 pessoas, dessas, 2.000 eram do Brasil. 

Para 73% dos entrevistados, prevalece a opinião que "jornalismo de qualidade é fundamental para uma democracia saudável". No entanto, somente um pouco mais da metade deles acredita que o que lê é verdade "na maioria das vezes". 

Comparando a atenção dada em notícias publicadas em outras mídias como jornais, revistas e rádio, a internet ainda é a que mais desperta interesse dos consumidores – 59% presta muita atenção às notícias online. Afirmaram ainda estarem atentos também à publicidade, sendo 29% respondendo que notam os anúncios que veem nos sites. No Brasil, esses 79% dos entrevistados afirmam estar muito atentos às notícias online, enquanto a tv retém a atenção de 69% deles. Quando questionados sobre a sua relação com a publicidade, 51% estão atentos aos anúncios online e apenas 34% reparam nos anúncios impressos. Mundialmente falando, a audiência jovem se lembra e confia mais em anúncios do meio online.

As redes sociais são consideradas a fonte menos confiável de notícias, bem como de consumo de publicidade e conteúdo de marca. Apesar de representarem uma boa fonte para 62% dos entrevistados, apenas 11% deles confia no que lê nas mídias sociais, seja anúncio ou conteúdo. Globalmente, os consumidores acreditam que notícias publicadas em sites de relacionamento são sensacionalistas (28%) e falsas (26%), enquanto que as publicações em publishers de conteúdo são informativas (35%) e precisas (22%).

Para conferir o relatório da pesquisa (em inglês) clique AQUI.