Os impactos da pandemia COVID-19 nos Grupos Catarinenses de Comunicação

30 de Abril de 2020

Empresas revisam estruturas, processos e focam no marketing

 

A pandemia da COVID-19 provoca no mundo inteiro impactos antes impensados. Não tem "zona de conforto" para ninguém em lugar nenhum do planeta. Esse fato tem colocado desafios gigantes para a sobrevivência das empresas e dos empregos. Medidas do Governo Federal e ações de empresas e ongs têm sido vitais para a maioria da população brasileira nesse momento.   

O cenário atual e as previsões indicam que os efeitos da pandemia persistirão por um bom tempo ainda. Empresas já fazem contas para enxergar até quando e de que forma seus negócios se manterão de pé. Movimentos diversificados se verificam a todo instante em todos os segmentos. Seja na redução de equipes, de salários, de investimentos, até a criação de novos modelos de negócio. Um bom exemplo desses movimentos foi o que fez a varejista Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio. Em recentemente matéria publicada pela Exame, o presidente da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer disse que terá sucesso no varejo depois da pandemia quem conseguir conciliar tecnologia e atendimento humano. Por que ele disse isso? Porque em quatro dias seu time criou um novo formato de vendas pela internet, a venda assistida por vendedores. Depois de fechar suas 1.070 lojas físicas e, logo no início da crise, perder 70% do faturamento, a Via Varejo buscou solução no comércio eletrônico. Com 20.000 vendedores em casa, a companhia colocou cerca de 7.500 deles trabalhando no formato venda assistida que hoje representa 20% das vendas pela internet – o faturamento online da empresa hoje é cerca de 70% do total, ante 30% antes da crise. “Achamos um pote de ouro na crise”, afirma o executivo em relação a esse modelo de vendas.
 
Em Santa Catarina, a "Indústria da Comunicação" também sofre os impactos da pandemia. As agências de comunicação tiveram que se adaptar à uma rotina de equipes operando em home-office. A produção de peças publicitárias (anúncios, filmes, fotografia, etc.) está sendo feita à distância. O que antes exigia dezenas de profissionais num set de filmagem, hoje se limita a um hangout via Google. Tem gente apostando que esse é um formato que deverá permanecer no setor. Há, também, movimentos em outros setores da Comunicação, como os veículos: Tv, Rádio, Jornal, Sites e outros. O AcontecendoAqui buscou junto aos quatro grandes grupos de comunicação com atuação estadual, informações sobre suas ações neste moimento, tendo em vista notícias recentes relacionadas a esse fato. 

Confira a seguir um resumo do que o AcontecendoAqui apurou junto às quatro empresas:

 

GRUPO BARRIGA VERDE
No período entre 18 de março a 7 de abril, parte dos colaboradores manteve suas atividades em home office, enquanto alguns setores entraram em férias coletivas. Na TVBV, apenas os colaboradores essenciais para produção e veiculação dos programas mantiveram suas atividades normalmente. Nas
Rádios Band FM Floripa e Lages não foi diferente, apenas os locutores mantiveram suas atividades presencialmente, as promoções e ações de rua
foram suspensas. A partir de 8 de abril, a maioria dos colaboradores e prestadores de serviços retomaram às suas atividades presencialmente.

Para contenção financeira, a empresa optou pela adoção da MP 936. Desta forma, 90% dos colaboradores tiveram seus contratos
reduzidos em 50%, 5% dos colaboradores tiveram redução de 25% e outros 5% tiveram redução de 70%. "Essa medida foi adotada com o objetivo de evitar demissões, pois sabemos que este é um momento difícil para todos e temos como missão a recuperação dos negócios", enfatizou Adilson Silva, 
superintendente do Grupo Barriga Verde.

 

ND
O Grupo colocou 60% das suas equipes no Estado em home office entre meados de março até 15 de abril. Na segunda quinzena desse mês começou a flexibilizar a presença de alguns profissionais nas emissoras, oferecendo a eles equipamentos e materiais recomendados para sua segurança. A assepsia nos equipamentos teve cuidados ampliados. Diminuição dos custos, negociação com fornecedores e uma redução de 12% no quadro de colaboradores foram algumas das medidas no Grupo ND. "A partir de maio vamos aderir à MP 936 com redução de 25% na jornada e nos salários de todos os funcionários, do mais humilde até o presidente", revela Gilberto Kleinubing, diretor comercial do Grupo ND.    

NSC
A empresa tem adaptado suas operações e realizado medidas pontuais, como home office e adesão à MP 936, para minimizar alguns efeitos econômicos e estar preparada operacionalmente. Ela não comenta sobre demissões e diz que aderiu à MP 936 com a redução de jornada de 25% e que também está oferecendo uma compensação além da parte do governo. "Neste momento ímpar, todas as decisões têm como objetivo continuar entregando o serviço de qualidade à população - que é a sua prática constante - e mantendo a sustentabilidade da empresa", disse Romi de Liz, gerente de comunicação da NSC Comunicação.

SCC/SBT
O Grupo SCC está realizando ajustes e readequações que se fazem necessários neste momento. Empresa diz que busca reduzir ao máximo os danos e preservar o maior número possível dos postos de trabalho. Uma ação em andamento é a renegociação junto a fornecedores, em vista de uma demanda menor de alguns serviços prestados. Nos últimos 5 anos, o SCC ampliou em cerca de 10% o seu quadro de colaboradores. A empresa não aderiu à MP 936. "Continuamos acreditando no potencial do nosso Estado e das nossas forças produtivas. Estamos confiantes de que logo retomaremos o vigor pré-pandemia e continuaremos crescendo de forma consistente", informa Carlos Joffre do Amaral Neto, vice-presidente de mercado do Grupo SCC

 

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