Grupo RIC destaca-se na cobertura do julgamento do motorista que atropelou e matou Róger Bittencourt

08 de Fevereiro de 2019

O jornalista Cristiano Dalcin transmitiu o julgamento pelo Twitter

Foto: Marco Santiago/ND

 

Em 2015 Gustavo Raupp Schardosim foi acusado de atropelar e matar o jornalista Róger Bittencourt. O caso ganhou grande repercussão e nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, o autor foi julgado em Florianópolis. O Grupo RIC agiu rápido e fez uma ampla cobertura do julgamento. Além da equipe da RIC Tv, presente na abertura do julgamento entrevistando as partes e seus advogados, profissionais da RIC permaneceram o dia todo na sessão do júri desde o primeiro momento proporcionando cobertura minuto a minuto pelo Twitter do ND Online. Além do jornalista Cristiano Dalcin, estava lá o ilustrador Sandro Zambi produzindo conteúdo com detalhes visuais dos principais momentos do julgamento.

 

"A presença do profissional foi importante para dar a dimensão das reações e gestos dos envolvidos no caso. A justiça proíbe o registro de fotos e vídeos no tribunal. Esta opção, de levar um ilustrador ao julgamento, segue o exemplo dos jornais americanos que usa esta alternativa", conta Luís Meneguim, diretor de conteúdo do Grupo RIC Santa Catarina.

As publicações foram atualizadas sempre que havia uma nova informação relevante. Além do Twitter, o conteúdo foi disponibilizado de forma integrada na RICTV | Record TV e nas redes sociais com a #CasoRóger. Até a tarde desta quinta-feira (7), as publicações haviam alcançado mais de 50 mil pessoas.

Veredito
Nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, Gustavo Raupp Schardosim, motorista  que no dia 27 de dezembro de 2015 atropelou e matou o jornalista Róger Bittencourt, foi condenado a sete anos de reclusão pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Como já cumpriu 1 ano e 4 meses, ele vai cumprir 5 anos e oito meses em regime semi-aberto e terá direito a recorrer em liberdade. O réu terá que pagar multa de R$ 50 mil a familia das vitimas.

Íntegra da nota no site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina

Condenado a sete anos motorista que matou jornalista na ciclo-faixa em Florianópolis

Após 11 horas de julgamento, o conselho de sentença do Tribunal do Júri da comarca da Capital condenou nesta quinta-feira (7/2) o motorista Gustavo Raupp Schardosim a sete anos de reclusão, em regime semiaberto, pelo crime de homicídio com dolo eventual, além de multa de R$ 50 mil pelo dano moral. Gustavo foi sentenciado porque atropelou e matou o jornalista Roger Bittencourt e por também ter ferido o ciclista Jacinto Florzino, em dezembro de 2015, na ciclo-faixa da rodovia SC-401, em Florianópolis. O juiz de direito Renato Mastella, que presidiu a sessão, concedeu o direito do réu em recorrer em liberdade, mas negou a substituição da pena privativa de liberdade pelas restritivas de direito.

Em função de uma prisão preventiva, o motorista já cumpriu um ano e quatro meses em regime fechado. Assim, o magistrado registrou que o réu deve cumprir os cinco anos e oito meses remanescentes em regime semiaberto. Os debates entre o promotor e o advogado de defesa foram acalorados e o juiz Renato Mastella precisou interromper a sessão por alguns minutos até os ânimos se acalmarem. 

Isso porque a promotoria cobrava a aplicação do homicídio com dolo eventual, em função de o motorista assumir o risco de beber e dirigir. Já a defesa pregava o homicídio culposo, quando não há a intenção, com pena de dois a quatro anos. Mais de 50 pessoas acompanharam a sessão, entre familiares das vítimas, do réu e de jornalistas.

Segundo denúncia do Ministério Público, o condutor estava ao volante de uma Parati em visível estado de embriaguez quando perdeu o controle do carro, invadiu o acostamento e atropelou Roger e Jacinto, que sofreu ferimentos, mas sobreviveu, quando ambos trafegavam de bicicleta pela ciclo-faixa. A polícia também teria encontrado maconha no interior do veículo do réu.  

O jornalista Roger Bittencourt tinha 49 anos na época do acidente. Natural do Rio Grande do Sul, vivia há 22 anos em Santa Catarina, onde atuou no grupo RBS, atuou como professor do curso de jornalismo, foi secretário de Estado de Comunicação e sócio-fundador da empresa Fábrica de Comunicação. Na época do acidente, a vítima exercia a 1ª vice-presidência da Associação Catarinense de Imprensa (ACI).