Gabi Bresola é a vencedora do Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021

11 de Outubro de 2021

Artista de Joaçaba mostra obras voltadas às questões geopolíticas e o entrecruzamento do conhecimento empírico e formal

Gabi Bresola/arquivo pessoal

Com um trabalho voltado às questões geopolíticas e o entrecruzamento do conhecimento empírico e formal, a artista Gabi Bresola, de Joaçaba, é a vencedora do Prêmio AF de Arte Contemporânea 2021. O anúncio foi feito no sábado (9), durante a abertura da exposição dos três finalistas da oitava edição da premiação — Gabi Bresola, Diego de los Campos e Fran Favero. Como prêmio, Gabi Bresola fará uma residência artística de três meses na Cité Internationale des Arts, em Paris. A mostra segue aberta até o dia 11 de novembro na Fundação Cultural BADESC, na Capital. As obras poderão ser visitadas também virtualmente no site da Fundação Cultural Badesc.

O trabalho artístico de Gabi Bresola perpassa suas vivências e sua formação rural juntamente a sua formação acadêmica. Ao trabalhar com geopolítica, propõe discussões entre a chamada cultura do interior e o conhecimento acadêmico. Além de artista, Gabi é também reconhecida pela pesquisa em  publicações de artistas e pela coorganização da feira Flamboiã. Na academia, é mestre em Artes Visuais pela Udesc.  

Desde 2012 realiza exposições e publicações e dedica-se principalmente à elaboração de projetos culturais de artes visuais e de cinema pela Ombu Produção. Gabi também já atuou como curadora de exposições, entre elas Interior, Verada e Reles chão. Individualmente, já expôs em Florianópolis, Itajaí e São Paulo. No cinema, dirigiu o curta Larfiagem — filme premiado no festival Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM) em 2017. Também já produziu filmes como Antonieta e Documentário. 

Os três finalistas e a vencedora do 8º Prêmio AF de Arte Contemporânea foram selecionados pelo júri formado por Sandra Checruski Souza, mestre em História da Arte (Udesc), especialista em Gestão e Políticas Culturais (Universidade de Girona-Espanha) e coordenadora do setor educativo e de programação cultural do Museu de Florianópolis; e por Niura Borges, pesquisadora, mestre em artes visuais (UFRGS) e galerista gaúcha. Em 2021, a premiação teve recorde de inscritos. 

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