Fiesc apoia indústrias no monitoramento do coronavírus em Santa Catarina

28 de Maio de 2020

Especialistas das entidades ligadas à Federação detalharam em live soluções criadas para auxiliar o setor no atendimento aos protocolos de segurança

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) apresentou em live na última terça-feira (27) o Protocolo Corona. O objetivo é mobilizar as estruturas do SESI, do SENAI e do IEL para ajudar a indústria a traçar um plano de ação para reduzir a propagação da doença. Entre as medidas está a adoção de equipamentos e sistemas adequados de proteção dos indivíduos, dos ambientes e da coletividade em geral, além da realização de testes e o monitoramento da saúde por meio de um software.

O evento foi conduzido pelo diretor regional do SENAI e diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira, que reforçou o papel das entidades no enfrentamento da pandemia. “O IEL, por meio do Observatório, tornou-se o ponto focal de informações e inteligência. Já o SENAI tem sido determinante para o desenvolvimento de tecnologias, tais como o respirador pulmonar nacional, novos EPIs, soluções para proteção de ambientes de trabalho, e a manutenção e reparação de respiradores danificados ou inoperantes, dentre outros. O SESI, por sua vez, tem se preparado para implantar protocolos de saúde e segurança nas diversas cadeias produtivas, bem como aplicar testes em larga escala nas indústrias”, destaca o diretor.

A gerente de saúde e segurança do SESI SENAI, Sendi Lopes, explicou que as soluções integram protocolos de saúde baseados em pesquisas científicas, diagnóstico e adequação dos ambientes, monitoramento diário de sintomas, testes dirigidos, orientações de saúde para o trabalhador e gestão do retorno ao trabalho. “É importante buscar soluções que protejam a transmissão dentro do ambiente, quando temos uma barreira baixa, pouco efetiva, não conseguimos evitar a circulação. No entanto, quando aumentamos o nível de proteção com ações efetivas para o enfrentamento da pandemia, reduzimos a possibilidade de circulação do vírus dentro do ambiente industrial”, alerta a gerente.

Cada indústria deve adequar o Protocolo dentro da sua realidade, como explicou a engenheira de segurança no trabalho do SESI SENAI, Migliane Réus de Mello. “É preciso garantir a distância de segurança, como por exemplo, nas trocas de turno e no uso dos vestiários. A indústria pode definir um fluxo de entrada e saída, utilizar barreira física e incorporar outros recursos, como a face shield (máscaras de proteção facial), além da máscara que é de uso obrigatório em todo o estado”, pontua a engenheira. “Além disso, é preciso formalizar os protocolos, as capacitações e todas as ações que a empresa fizer no enfrentamento a essa pandemia, reduzindo a transmissão do vírus e evitando a sobrecarga no sistema de saúde”, acresenta.

O diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, salientou que o pós-pandemia exige um plano de reinvenção, no qual a Federação já vem trabalhando por meio do projeto Travessia. “Mobilizamos nossos especialistas, engajamos os empresários, atuamos nessa guerra contra o corona com informação, comunicação, suporte em logística e mobilização de recursos por meio do Fundo Empresarial (FERA). Coordenamos o aumento da produção nacional de respiradores. Temos pela frente o achatamento da curva de contaminação, a segunda onda de aumento de casos, o surgimento da vacina, o controle da doença, o desenvolvimento econômico e o plano de recuperação”, comenta.

gráfico de barras verdes em fundo vermelho

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