Estudo do grupo Comunique-se mostra a visão dos assessores de imprensa sobre os jornalistas de redação

18 de Janeiro de 2021

Pesquisa busca colher as melhores práticas e os principais incômodos para desenvolver um bom relacionamento entre os profissionais; Confira também a visão do jornalista sobre o assessor de imprensa

Foto: Pexels

 

Jornalistas de redação e assessores de imprensa são profissões que dependem uma da outra. Afinal, a assessoria de imprensa é o que liga o mercado (pautas) às redações. Com o objetivo de compreender e contribuir para o bom desenvolvimento dessa relação, o grupo Comunique-se desenvolveu a pesquisa "Jornalistas de redação na visão dos assessores de imprensa".

Para o estudo, foram entrevistados cerca de 800 profissionais que atuam diretamente como assessores de imprensa, de agências, departamentos de comunicação de empresas, órgãos públicos e freelancers, das cinco regiões do país.

Desses, 91,2% consideram que a atuação do assessor de imprensa é um trabalho jornalístico; 52,4% acreditam que as redações hoje dependem diretamente do trabalho do assessor, contra 39,5% entenderem que essa dependência acontece apenas em algumas redações. Questionados sobre já terem atuado em uma redação, 66% responderam positivamente, e 32,6% consideram pequenas as chances de trabalharem em uma redação.

Em relação à preferência de meios para contatar jornalistas, e-mail e WhatsApp são os canais mais populares, com 33% e 31% das respostas, respectivamente, seguidos de celular (19%), telefone da redação (11%) e redes sociais (6%).

Também foi apontado que o release é o meio de relacionamento mais preferido entre os assessores, com 25%. Reuniões presenciais e online foram as menos votadas, com 5% e 7% das respostas, respectivamente.

Quando perguntados sobre suas relações, 15% dos assessores responderam que o que mais incomoda no jornalista é ser grosseiro nas respostas, e 14% acredita que não responder e-mails e mensagens é também um problema na relação. Já não apurar dados de matéria é um incômodo de 12% dos entrevistados. Apesar disso, 60,7% consideram a qualificação dos jornalistas como boa ou excelente.

Sobre como os jornalistas reagem ao follow up, 31,1% dos assessores avaliaram que reagem mal ou muito mal, e 75,6% consideram a prática importante ou muito importante para emplacar pautas.

Nesse contexto, os assessores acreditam que responder o e-mail (35%) e ter empatia sobre o follow up (28%) são fatores que podem evitar desgastes na prática e também nas relações. É importante ressaltar que 93,9% dos entrevistados consideram importante ou muito importante ter um bom relacionamento com jornalistas para o sucesso do trabalho.

Já sobre a qualidade do trabalho dos jornalistas, 83% avaliam positivamente os textos e 56,5% consideram boa a qualidade de apuração. Ainda assim, a apuração foi classificada como "Ruim" por 38%. Outro ponto abordado foi a qualidade das entrevistas, bem avaliada por 75,7% dos assessores, e a qualidade das reportagens, com 83,6% de respostas positivas.

Por fim, depois do início da pandemia, 38% dos assessores acreditam que o contato com jornalistas continua igual, contra 50,5% considerarem que piorou e piorou muito.

Confira aqui o estudo na íntegra. Já neste link é possível encontrar a primeira pesquisa feita pelo grupo, em novembro do ano passado, com a visão dos jornalistas sobre os assessores de imprensa.

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