Estudo da Facisc aponta maior queda do Índice de Performance Econômica de Santa Catarina, desde 2004

23 de Outubro de 2020

Crise causada pela pandemia do novo coronavírus é sentida por todo o empresariado

2020 está sendo um ano atípico. O impacto que a pandemia vai gerar em diversos setores já começa a ser observado. Como mostram os números do Índice de Performance Econômica das Regiões de Santa Catarina (IPER-SC), que registrou queda de -14,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, na série com ajuste sazonal. É a maior queda registrada na série histórica do indicador que iniciou em 2004. Nesta base de comparação, todas as regiões do estado registraram queda, onde as menores se concentraram no Sul (-1,8%) e Alto Vale (-2,4%). As que registraram maiores quedas foram as regiões do Vale do Itajaí (-18,2%), Norte (-14%) e Serra (-9,4%).

O presidente da Facisc Gestão 2017/2020 Jonny Zulauf, explica que o impacto do novo coronavírus sobre a economia catarinense e suas regiões, principalmente no segundo trimestre, é sentido por todo o empresariado. “Foi o período de maior queda de todo movimento econômico tanto no estado como no país, e sentimos isso na pele”. 

Segundo o economista da Facisc, Leonardo Alonso Rodrigues, com todo este contexto, 2020 se tornou desafiador. “É de fundamental importância as ações de mitigação dos efeitos mais severos que esta nova crise trará, para que sejam os menores possíveis e que os desafios que o momento apresenta sejam superados de forma a atenuar tais impactos”. 

O economista explica que alguns pontos são essenciais para entender os dados. Os primeiros casos de Covid–19 se concentraram nas regiões litorâneas/centrais do estado (Grande Florianópolis, Norte, Vale do Itajaí, por exemplo) impactando mais rapidamente a economia dessas regiões. As atividades econômicas estruturadas no interior foram uma das menos afetadas, como a produção de alimentos e agronegócio em geral. A diversificação econômica de Santa Catarina contribuirá para atenuar efeitos negativos maiores na economia, principalmente já observando os indicadores econômicos mais recentes que revelam uma recuperação positiva no estado. E por último, o destaque das medidas econômicas adotadas para atenuação dos efeitos negativos da crise como o aumento do crédito, medida do auxílio emergencial, medidas tributárias, entre outras que foram essenciais para este momento de pandemia.
 

Taxa trimestral – 2° trimestre de 2020/2° trimestre de 2019

Quando comparado a variação do segundo trimestre de 2020 em relação a igual trimestre de 2019, Santa Catarina registrou queda de -14,2% também. Nesta base de comparação, a única região que obteve crescimento foi a Noroeste (3,3%). Por outro lado, as que registraram maiores quedas foram Vale do Itajaí (-17,6%) e Norte (-15,0%).

Acumulado no ano – 1°semestre de 2020/1°semestre de 2019

Quando comparado o primeiro semestre de 2020 em relação primeiro semestre de 2019, Santa Catarina registrou queda de -6,2%. Nesta base de comparação, as regiões que registraram crescimento foram as regiões Noroeste (3,8%), Serra (1,0%), Oeste (0,3%) e Sul (0,1%). Por outro lado, as que registraram maiores quedas foram Vale do Itajaí (-7,5%) e Norte (-7,1%).

Variação interanual – Taxa acumulada em 4 trimestres em relação ao mesmo período do ano anterior (até o 2° trimestre de 2020)
No acumulado de quatro trimestres em relação ao mesmo período do ano anterior, Santa Catarina registrou queda de -2,3% sendo assim um resultado inferior de 3 pontos percentuais ao que se tinha registrado até o primeiro trimestre deste ano nesta base de comparação.

As regiões que registraram maior crescimento nesta base de comparação foram: Serra (2,9%), Oeste (1,9%), Extremo Oeste (1,3%), Sul (1%), Extremo Sul (1,0%) e Meio Oeste (0,2%). Por outro lado, as que tiveram maiores quedas foram as regiões do Vale do Itajaí (-3,2%) e Norte (-2,3%) também.

 
Metodologia estatística do IPER-SC

A construção do IPER foi dada pela metodologia de análise de componentes principais utilizando 13 variáveis com relação direta de atividade econômica classificadas em 5 categorias (Consumo de Energia Elétrica, Comércio Exterior, Empregos Formais, Variáveis Bancárias e Frota de Veículos). Para o ajuste sazonal foi utilizado o procedimento de X12 – ARIMA.

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