Equipe da Atré Comunicação compartilha highlights do ABERJE Trends

12 de Abril de 2019

Um dos painéis abordou a Transformação Digital e o engajamento de equipes internas e externas em espaços colaborativos

 

Os sócios Davi Paes e Lima e Carla Lins *, que comandam a agência
especializada em Assessoria de Imprensa, participaram do evento
promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial

Foram dois dias intensos em São Paulo, tendo como sede o centro de convenções do imponente prédio Tomie Ohtake. A lista de palestrantes e painelistas foi extensa e das mais robustas, incluindo nomes não apenas do Brasil como também do cenário internacional. Entre os quais, estavam: Adolfo Mesquita Nunes, ex-Secretário de Estado do Turismo de Portugal; Alastair McCapra (Reino Unido), Diretor executivo do Chartered Institute of Public Relations; Alexandre Caldini Neto, escritor e ex-presidente do Valor Econômico e da editora Abril; Bárbara Bono, Head Conteúdo e Criação da Fiat Chrysler na América Latina; Daniel Sincorá, gerente de comunicação interna e da Agência de Notícias do BNDES; entre muitos outros nomes - é uma tarefa difícil escolher apenas alguns para mencionar.

Davi Paes e Lima e Carla Lins destacaram alguns momentos do evento para compartilhar com os leitores do AcontecendoAqui

  • Mais do que nunca, em tempos de proliferação de fake news, robotização de postagens, os veículos da grande imprensa (jornais, portais de notícias e emissoras de rádios e TV’s) assumem (e encaram) um importante papel/desafio, já que podem (e devem) ser curadores, importantes filtros, perante à proliferação de tanto “conteúdo” despejado a cada segundo em inúmeras plataformas.

 

  • Muitos palestrantes enfatizaram a importância de ressaltar a verdade em seus discursos, seja perante os públicos internos ou externos (comunicação interna ou externa); não há mais espaço para propagandas mentirosas ou ações de marketing enganosas, que não correspondam de fato com o que o produto que está sendo vendido. Discurso transparente e linguagem acessível. É um caminho que exige verdade, transparência e confiança entre todos os envolvidos.
     
  • No painel “Transformação digital: construindo o engajamento de equipes internas e externas em espaços colaborativos”, participaram Mauricio Martinez, gerente da Oxigênio Aceleradora; Diana Rodrigues, marketing da TOTVS; Daniel Sincorá, gerente de comunicação interna do BNDES; e o diretor de comunicação do Instituto Brasileiro da Mineração, Paulo Henrique Soares. Falando em comunicação interna, foi unânime o discurso de que humanizar os espaços e desengessar processos, flexibilizando a rotina e os ambientes corporativos, pode contribuir para a produtividade e rendimento das equipes. Para Diana Rodrigues, da TOTVS, a tal “transformação digital”, para ela, é na verdade uma “jornada digital”, já que não se trata de uma transformação (com começo, meio e fim) e sim um processo que teve início e estará em constante mutação. Falou-se muito sobre a humanização da tecnologia. Que o olhar humano ainda é fator essencial - e determinante - na comunicação.
     
  • Às vezes um “meme” pode conversar melhor com o público e converter muito mais vendas/interações do uma super campanha (mais demorada, cara e trabalhosa). Tudo depende do público que você quer atingir. Ter bem claro quem é seu público, do seu produto, da sua marca.
     
  • Uma marca pode ter vários públicos. Mas cada ação (um simples post pode ser uma ação) pode ser pensado para um público bem determinado (e daí sim a linguagem tem que conversar com esta pessoa).
     
  • Espaços de trabalho flexíveis. Exemplo: funcionários trabalhando em diferentes cabines/estações a cada dia, levando seu computador pela sede da empresa. O objetivo é ser criativo e produtivo – e se para isso for necessário ter mais flexibilidade e fluidez, que ótimo. Apostar na cooperação e na cocriação.
     
  • O diretor de comunicação corporativa da Nissan, Rogério Louro, comentou sobre a importância que ele vê de atingir/engajar formadores de opinião / jornalistas / influenciadores de outras áreas também, não apenas aqueles do nicho do produto dele (carros). Afinal, uma influenciadora de beleza (que costuma postar só sobre cuidados com a pele) também pode vir a ser compradora de carros e também pode influenciar/impactar suas seguidoras.

    Andréa Galasso, especialista em marketing e comunicação, coordenadora do espaço ARCA, em São Paulo, comentou sobre a importância dos eventos, das experiências ao vivo, principalmente no ecossistema da inovação. Ressaltou que as redes sociais, que as tecnologias, não substituem (e sim complementam e “pulverizam”) as experiências ao vivo. Os eventos geram memórias positivas atreladas à marca. E as redes sociais (e todas as demais mídias) são um importante canal para fazer um barulho ainda maior sobre o que aconteceu em um evento, seja antes, durante ou depois – fazendo dele um grande acontecimento para a marca. Ela também ressaltou que uma experiência/evento não necessariamente precisa ser algo muito oneroso para a marca. As vezes algo simples, mas criativo, já gera uma memória afetiva e positiva associada à marca. Neste campo, Andrea acredita que é seguro e importante testar, estar em constante aprendizado para interagir ainda mais com os players.

    * Davi Paes e Lima e Carla Lins comandam a Atré Comunicação Personalizada, agência de comunicação especializada em Assessoria de Imprensa, com sede em Florianópolis.