ENTREVISTA | Hugo Prata, diretor da série Coisa Mais Linda, produzida para a Netflix

24 de Setembro de 2020

Cineasta dirigiu a série Coisa Mais Linda, produzida para a Netflix,

 

Sua trajetória profissional deixa claro sua paixão pela música. Seja pelos mais de 60 videoclipes que Hugo Prata dirigiu ou sua estreia no cinema em 2016 com a cinebiografia “Elis” exibida em diversas salas do Brasil e em outros 14 países. Um dos seus últimos trabalhos é a direção de episódios para a série Coisa Mais Linda, produzida para a Netflix, em que o musical Rio de Janeiro da década de 1950 é o cenário. E é sobre sua conexão com a música que iniciamos essa conversa.

Confira a seguir a entrevista compartilhada pelo FAM com os leitores do AcontecendoAqui

Quando e por que a música te chamou atenção e virou o seu tema de trabalho?

Desde criança ouço muita música e sempre prestando atenção. Tentei ser músico, mas não era o caso. Quando, ainda jovem, comecei a fazer videoclipes, foi um encontro perfeito. Até chegar no primeiro longa-metragem, que sempre foi minha paixão maior.

 

Sua estreia no cinema foi com a cinebiografia “Elis” em 2016 e agora para 2021 está prevista a estreia do documentário “Chorão: Marginal Alado” nos cinemas brasileiros. Quão promissor e desafiante é esse segmento?

HP - No filme "Chorão: Marginal Alado" sou apenas o produtor e roteirista, ajudando o jovem diretor Felipe Novaes a contar um pouco a história do Chorão, que é um cara incrível. Tentamos fazer um roteiro com estrutura dramática, arco, atos, etc.. Ficou muito legal, porque tínhamos um personagem riquíssimo e músicas maravilhosas. Sempre tento inserir a música para levar a história para frente, fazendo sentido no momento que o personagem está. No "Elis" também foi igual. Todas as músicas estão acompanhando o estado emocional do personagem, fazem sentido, empurrando o roteiro para frente.

 

O documentário Chorão: Marginal Alado ganhou o Prêmio do Público de Melhor Documentário Brasileiro na 43 Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2019. Como você analisa a importância dos festivais para esse primeiro contato de um filme com o público?

Os festivais são o melhor lugar para se lançar um filme. O ambiente de cinema, o encontro com o público, a primeira projeção, os debates e ainda a troca com outros cineastas. Isso é muito rico.

 

Este ano você será um dos palestrantes do Rally Universitário Floripa 2020. O que os participantes podem esperar desse encontro?

Uma conversa próxima com um diretor, que trabalha e se dedica bastante, disposto a dividir o pouco de conhecimento que tem.

A palestra é uma das atividades do 24ª Florianópolis Audiovisual Mercosul que é produzido com a Lei de Incentivo à Cultura, apoio Celesc e Engie com realização da Associação Cultural Panvision, Muringa Produções Audiovisuais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Pátria Amada Brasil, Governo Federal.

As inscrições são feitas por meio da plataforma Sympla. A palestra acontece dia 25 de setembro, das 13h30 às 14h30, no Zoom. O valor da inscrição é R$ 10,00.

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