Da CRISE na saúde mundial ao CRIE na comunicação corporativa

25 de Março de 2020

Mensagem elaborada pela equipe de jornalistas da Apoio Comunicação

 

 

2020 realmente está sendo um ano marcante. Desde os primeiros dias de março muita coisa começou, mesmo que vagarosamente, a dar indícios de que algumas rotas precisariam ser novamente construídas, pois apenas recalcular não adiantaria... Assim, começamos numa corrida pelo imediatismo da informação, a analisar cenários e junto com nossos clientes, criar novas possibilidades para o que tínhamos até então traçado. Algumas decisões foram duras, criticadas no momento, mas hoje percebe-se que foram totalmente acertadas. Dessa forma, depois do dia 17 de março pode-se dizer que, do dia para noite, as nossas rotinas foram alteradas por causa da chegada do coronavírus ao Brasil e do alastramento da doença no Estado. Entre tantas preocupações com a nossa saúde e a de nossos familiares, e com as adaptações que teríamos de fazer para seguirmos a vida com o mínimo de impacto, nós, assessores de imprensa, trabalhamos intensamente durante horas a fim de auxiliarmos nossos clientes a tomarem as melhores decisões.

 

Precisávamos compartilhar com colaboradores, clientes e imprensa as decisões sobre as ações para o contingenciamento do vírus, sobre a redução do horário de funcionamento, o fechamento de lojas e empreendimentos, o adiamento ou o cancelamento de eventos e shows e, nos últimos dias, sobre a opção de dar férias coletivas a funcionários até que a quarentena seja cumprida. Tínhamos de comunicar que, para o bem comum – e aqui não se incluem de forma alguma as preocupações com o cessar de lucros – era necessário ficar em casa.

 

Ficamos em casa também. E enquanto tanta gente dedicou o tempo livre para maratonar séries, para cozinhar, para colocar a leitura em dia e até para não fazer nada, seguimos trabalhando. E, muitas vezes, extrapolando aquilo que tínhamos como “normal” de jornada de trabalho, porque sim, somos assessores de imprensa 24 horas por dia e por isso temos uma equipe preparada e com a qual compartilhamos demandas, anseios, frustrações. Não podíamos simplesmente desligar o celular, a TV e todos os meios de comunicação e fazer nada. E, também, jamais conseguiríamos. Estamos imersos e excitados em meio ao turbilhão que o coronavírus trouxe para nossas vidas. E, temos certeza, que esse cenário não é exclusivo dos assessores de imprensa, mas se repete e até intensifica em outras tão importantes esferas e profissões na sociedade.

 

Em meio a tanta informação relacionada à Covid-19, construímos pautas para mostrar como os exemplos dos nossos clientes poderiam ajudar, ensinar, aliviar a tensão e tornar a  quarentena menos dolorosa para todos. Foi preciso, em alguns momentos, dialogar mais calorosamente com os clientes para mostrar o que estava sendo pauta e o que não seria prudente, pensando em imagem e reputação! Ah, e por falar em reputação, todo esse episódio está sendo uma grande aula de gestão de crise – e de como não fazer comunicação: frases mal ditas, ou melhor, pensamentos externados e que depois foram reavaliados, mas, infelizmente, tarde demais. Em um mundo onde todos já se tornaram influenciadores digitais, palavras não voltam e posts, mesmo que apagados, são printados e eternizados.

 

Pensando em marca, relacionamento com o público e reforço de reputação, criamos posicionamentos que humanizaram e, em tempos de reclusão, aproximaram pessoas. Fugimos ao lead, da teoria do funil invertido, e muitas vezes analisamos gráficos para transformá-los em versões poéticas.

 

Nossos planejamentos de comunicação, apresentados aos clientes entre o fim de 2019 e o início de 2020, tiveram de ser alterados. Assuntos anteriormente impensados se tornaram urgentes. O restante foi ficando de lado. Menos o trabalho de comunicação. E podemos afirmar categoricamente que, do dia para noite, tivemos de nos reinventar. E, nesta mesma linha, um outro braço da comunicação está a realização de eventos, que no atual cenário, é um mercado que enfrenta barreiras e batalha pela transferência e não pelo cancelamento, tentando, dessa forma, minimizar os impactos no segmento.

 

Frente à iminente sobrecarga de informações, das fake news, em cenários como o que estamos imersos, nos transformamos num espelho que reflete e pulveriza a informação. É preciso absorver, sintetizar e compartilhar com toda a nossa rede – e aqui não apenas a rede comercial, muito além do que resume à nossa atividade comercial, à família, aos amigos e pessoas próximas. Tudo isso com muita responsabilidade. O ponteiro do relógio, se acompanhado, pode se tornar um pendulo duvidoso. Calma é preciso e imparcialidade não existe desde o momento que escolhemos a primeira palavra a ser redigida. Em momentos de crise mundial, é preciso “PENSO”!

 

O trabalho da assessoria de comunicação não parou. Não para nunca. Porque a informação não para. Assim como nas horas de conquistas e boas notícias, mas especialmente em momentos de crise, nos quais é preciso experiência e tranquilidade para gerenciar e executar ações, o trabalho responsável da assessoria de imprensa é imprescindível. A comunicação responsável é imprescindível. O que está por vir ainda é muito nebuloso. Não se tem ao certo o cenário a ser desenhado. Muitas empresas podem, sim, optar por cortes na comunicação, mas este não é o momento para se pensar nisso. É o momento de agir responsavelmente, executando com paixão aquela profissão que escolhemos e que decidimos chamar de nossa! Credibilidade é o que nos permite estar hoje num mercado cada vez mais competitivo e que nos permitirá múltiplas reinvenções em cenários nos quais, sem sombra de dúvidas, seremos protagonistas junto às nossas veias de relacionamento.
 

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