Crise causada pelo coronavírus afeta também a imprensa

19 de Maio de 2020

De acordo com a Fenaj, há registro de cortes de até 70% na remuneração dos profissionais de comunicação

A crise que se instaurou desde o início da pandemia, vem afetando diversos setores do mercado de trabalho. No jornalismo não é diferente. De acordo com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), há registro de cortes de até 70% na remuneração dos profissionais.

"A gente vê com muita preocupação esta situação. A pandemia agrava uma crise que vem afetando os meios de comunicação no Brasil desde 2013, quando começa uma onda de demissões. Como sempre a saída mais fácil é penalizar o trabalhador,” diz Maria José Braga, presidente da Fenaj, ao Knight Center for Journalism in the Americas.

E nem os maiores e mais tradicionais jornais do país estão conseguindo escapar dos cortes. Nas últimas semanas, Estadão e O Globo propuseram 25% de redução de jornada e salários de seus jornalistas.

Reduções salariais sendo monitoradas

Em parceria com os sindicatos regionais, a Fenaj monitora os casos. Há também propostas de reduções de salários e demissões no Ceará, em Minas Gerais, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Os casos de corte de remuneração são amparados por uma medida provisória editada pelo governo federal. A MP autoriza mudanças no contrato de trabalho para as empresas se adaptarem à crise. O que vale para órgãos da imprensa.

Campanha Jornalistas Salvam Vidas

Com um cenário tão difícil tanto na cobertura da pandemia, como nas relações de trabalho, a Fenaj lançou a campanha “Jornalistas Salvam Vidas. A ação visa valorizar a atividade profissional de repórteres e editores. “As consequências dessa precarização em um momento tão crítico podem ser fatais para a saúde pública, para a economia e para a própria democracia. O trabalho dos jornalistas é serviço essencial”, diz o texto publicado no site da Fenaj.

 

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