Chega ao mercado a Toda Nossa, cerveja 100% catarinense

19 de Agosto de 2021

Bebida foi apresentada ao governador Carlos Moisés na última terça-feira (18)

Foto: Peterson Paul/Secom

 

Na última terça-feira (18) o governador de Santa Catarina Carlos Moisés (PSL) conheceu a Toda Nossa - primeira cerveja produzida com ingredientes 100% catarinense. A bebida, que já está a venda no mercado, foi desenvolvida através de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Agricultura, a Epagri, a Udesc, as cervejarias Ambev e Lohn Bier,  a Prefeitura de Lages e a Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo).

Com uma cultura já enraizada na produção cervejeira, segundo o governador Carlos Moisés, ter a primeira cerveja 100% catarinense ajudará o estado a alavancar toda uma cadeia econômica. A produção do lúpulo pode trazer uma cultura mais humanizada para o campo e uma boa fonte de renda para os produtores”, ressaltou o governador.

O principal desafio no momento para a fabricação da cerveja é o desenvolvimento da produção de lúpulo, que ainda se encontra em estágio inicial no País. Para estimular o plantio, uma Fazenda Modelo foi instalada em Lages, na Serra Catarinense, região que possui clima favorável para a cultura. Hoje, praticamente 100% do lúpulo usado na fabricação de cervejas no Brasil é importado.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural, Altair Silva, o projeto está totalmente alinhado com as ações de incentivo às culturas de inverno em Santa Catarina, diversificação da renda e geração de valor à produção. "Nossos técnicos da Epagri estão colaborando nas pesquisas e incentivando os agricultores a aderirem ao projeto, que pode mudar a realidade da região serrana. Esse pode ser mais um destaque da Serra Catarinense", disse o secretário.

 

A Cervejaria Ambev pretende incentivar também o cultivo de cevada em Santa Catarina. Hoje, a empresa fornece a semente e possui contratos de venda garantida para o produtor. A área plantada, no entanto, ainda é menor do que o necessário para abastecer a fábrica - 492 hectares, concentrados na região de Campos Novos e Joaçaba. A intenção é criar um campo experimental para a produção do cereal de cerca de 20 mil hectares, da mesma forma que foi feita com o lúpulo.

Além de abastecer a indústria, a cevada pode ser utilizada para alimentação animal. Quando não aproveitada na fabricação de cerveja, a cevada é revendida para fábricas de ração em Santa Catarina. "A produção de cevada casa perfeitamente com nosso projeto de incentivo ao plantio de cereais de inverno. Queremos que os produtores ocupem suas lavouras também no inverno, produzindo trigo, triticale, centeio, aveia ou cevada. Temos boas expectativas nesse projeto e ficamos felizes em encontrar apoio também na indústria", afirmou o secretário Altair Silva.

 

Se beber, não dirija!

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