ARTIGO | Turismo: em Santa Catarina, o esporte pode ser apoio na retomada

04 de Agosto de 2020

Em março de 2021 o estado será sede do primeiro Haute Route no Brasil

Por Sander DeMira - organizador do Haute Route Brasil

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) publicou ainda em junho um estudo desalentador. Resultado de uma pesquisa feita em meados daquele mês, a análise indicava que 95% dos hotéis independentes do país estavam fechados. Mais: as previsões apontavam que só em 18 meses o setor vai alcançar novamente os índices de ocupação registrados em 2019 para o turismo de lazer. A retomada do turismo de negócios pode demorar o dobro do tempo. As conclusões da entidade são preocupantes. O turismo é uma atividade essencial, que movimenta inúmeros outros segmentos da economia e precisa ser preservado e estimulado.

Em um estado como Santa Catarina, com tantas opções, o esforço para estimular o setor deverá ser redobrado. Mas as belezas naturais e atrativos diferenciados podem ser trunfos importantes na futura retomada. Em março de 2021 o País vai receber pela primeira vez o Haute Route. A prova, conhecida por ciclistas amadores de todo o mundo, surgiu na Europa, nos Alpes, e ocorre em localidades icônicas ao redor do mundo. Aqui, terá como cenários a Serra do Rio do Rastro, o Morro da Igreja, a cidade de Urubici, a Ponte Hercílio Luz e o Morro da Cruz. Durante três dias, ciclistas e seus familiares conhecerão nossas belezas naturais e poderão sentir um pouco da hospitalidade que nos caracteriza.

Antes mesmo da largada, a realização do evento no Brasil certamente garantirá grande visibilidade a nossos atrativos turísticos. O percurso catarinense está sendo divulgado a atletas de todo o mundo pela organização global do evento. Fotos, vídeos e depoimentos de atletas maravilhados com a mistura de Serra, planalto, Mata Atlântica e Oceano que caracteriza nosso mapa rodam pelo Brasil e pelo mundo – e certamente podem atrair visitantes que cultivam um estilo de vida saudável e conectado à natureza para nossas terras depois do fim da pandemia do novo coronavírus. Belezas, riqueza cultural e humana e charme não nos faltam. Gerar oportunidades para que isso seja conhecido por mais e mais pessoas é essencial para a reconstrução de um segmento fundamental da economia, que por certo ainda contribuirá muito para o desenvolvimento econômico e social do estado.

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