Apesar da popularização do delivery, brasileiros ainda desconfiam de comprar por e-commerce

07 de Janeiro de 2021

Estudo Consumer Insights da Kantar aponta crescimento de entrega de refeições principalmente durante a semana

Segundo o estudo Consumer Insights da Kantar, um dos primeiros impactos que a pandemia provocou no comportamento do consumidor brasileiro foi o aumento da procura por delivery de refeições. O serviço, que ganhou popularidade em meados de abril - início do isolamento social -, possui cerca de 80% de penetração nas zonas urbanas entre os consumidores de até 50 anos e demonstra ainda mais oportunidade de crescimento.

O levantamento mostra que a combinação de novas ocasiões de compra é o que faz o serviço continuar expandindo, especialmente durante os dias da semana. No segundo trimestre de 2020 foi registrado um aumento de 27% nos pedidos de entregas em domicílio de segunda a sexta-feira em relação ao primeiro trimestre. Entre setembro e dezembro, a alta foi de mais 15% em relação ao anterior. Já os pedidos de fim de semana tiveram acréscimo de 20% entre abril e junho quando comparado de janeiro a março, e outros 6% de resultado positivo entre o terceiro e o segundo trimestre.

Comparando por região, os moradores de São Paulo e dos estados do Nordeste afirmam que as principais motivações para solicitar delivery são a vontade de algo diferente e prazer, enquanto na Região Sul e no estado do Rio de Janeiro o hábito é o que impulsiona os consumidores. De um modo geral, 75% dos brasileiros declararam que o sentimento de merecer esse "presente" é o que mais incentiva.

Em contrapartida à popularização do delivery, o e-commerce para compras de bens de consumo ainda passa por restrições entre brasileiros. O estudo mostra que apesar de 350 mil novos lares terem escolhido o canal no terceiro trimestre do ano em relação ao segundo, 51% dos consumidores disseram preferir fazer compras em lojas físicas mesmo durante a pandemia.

Os principais desafios para o crescimento do canal estão relacionados com segurança e a figura do vendedor. Para 44% dos brasileiros, não ter um funcionário para tirar dúvidas é uma barreira, 33% dizem não confiar em fornecer dados para compras online, 19% não encontram a diversidade de produtos esperado e 16% se preocupam com o atraso nas entregas e não têm esperanças de que esse aspecto irá melhorar rapidamente.

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