Coluna Qualé Digital | WhatsApp: anjo ou demônio?

13 de Novembro de 2017

Depende de quem está por trás.
Responsável por conectar as mais diversas tribos sociais, entreter e informar a sociedade, e contribuir para que as marcas fiquem cada vez mais íntimas dos seus clientes, o WhatsApp é assustador no que diz respeito à velocidade de compartilhamento e alcance de informações – superando, inclusive, o Facebook.

O recurso é tão simples de manusear que basta estar conectado a uma rede wifi ou até mesmo à problemática conexão 3G, selecionar o grupo de pessoas que deseja enviar sua mensagem e disparar. Em questão de minutos você já tem algum resultado: interações, novos compartilhamentos, etc.
Tudo bem até aqui? Sim, essas são vantagens conhecidas por todos.
Vamos dar continuidade ao questionamento e levantar uma reflexão sobre o tema proposto.

A proliferação de mentiras.

É crescente o número de compartilhamento de notícias falsas, fotos de pessoas mortas – sem o menor pudor ou preocupação com os familiares da vítima, exposição de fotos íntimas e por aí vai. O que para algumas pessoas pode parecer piada é lamentável para a sociedade, e o pior: parece não ter fim. Além disso, essas mesmas mentiras, quando direcionadas para uma corporação, por exemplo, podem colocar o trabalho de uma vida inteira em jogo. Perigoso, não é mesmo?

Será que os usuários têm ciência do tamanho da responsabilidade de compartilhar informações de forma desenfreada, sem nem ao menos verificar autenticidade do conteúdo? Será que refletem sobre como esse simples ato é capaz de interferir na vida alheia, causando destruição, dor e sofrimento? Com a força que o WhatsApp possui é possível promover danos a grandes empresas, assim como à vida de pessoas inocentes.

Uma recente matéria do UOL retratou a realidade de diversas pessoas que tiveram o curso da vida alterado pelo compartilhamento de mensagem via WhatsApp. No decorrer do texto é possível perceber como uma simples mensagem, por mais superficial que seja, possui força para guiar um indivíduo para o outro lado do mundo – principalmente quando se trata de cidadãos mais simples, com pouca ou nenhuma base para filtrar a veracidade do que fora recebido.

Que a tecnologia é um bem para a humanidade, não há dúvidas. Resta saber usá-la de forma equilibrada e consciente, para que apenas seus benefícios aflorem.
Enquanto isso não acontece, veremos vários casos de pessoas buscando oportunidades que não existem ou coisa pior.

 

Qualé Digital

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