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Coluna Ozinil Martins | Viver só? Uma tendência em crescimento!
12 de Janeiro de 2022

Coluna Ozinil Martins | Viver só? Uma tendência em crescimento!

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 12 de Janeiro de 2022 | Atualizado 12 de Janeiro de 2022

A pandemia que vive o mundo está nos ensinando algumas lições. Além do uso da máscara, de descobrir a importância de lavar as mãos com água e sabão, o uso do álcool gel na ausência da água com sabão, o respeitar o espaço do outro (não ao distanciamento social, sim ao espaço do outro), o respeito a regras elementares da boa educação (não tossir sobre os outros, não falar sobre o balcão de comidas, manter o ambiente limpo como o encontrou), regras triviais que a maioria das pessoas não respeitava e que, pelo menos, foram obrigadas a repensar no seu cotidiano.

Além destas ações individuais simples que mostram o nível de educação das pessoas, outras, mais duras, que já começavam a ser mostradas nas estatísticas de órgãos de pesquisa, cresceram durante a evolução da pandemia. Cresce em todo o mundo o número de pessoas que vivem sós. Em 2019, segundo o IBGE, quase 12 milhões de pessoas moravam sozinhas no país; isto corresponde a mais de 16% dos lares brasileiros e, com tendência de crescimento. O reflexo desta mudança cultural começa a fazer seus efeitos na construção civil, pois são cada vez menores os apartamentos construídos, principalmente, nas grandes cidades. O menor apartamento (Estúdio) até então construído no Brasil estava situado em Higienópolis, bairro de São Paulo, no Edifício Palmeiras e tinha 10m²; pois o título passa a ser do Edifício Vivart, em Curitiba, com 9,8m². Os apartamentos serão entregues com projetos de decoração definidos.

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Quando fazia palestras em escolas de nível médio sobre profissões lembrava sempre da Arquitetura e o exemplo era este. Pessoas morando só são pessoas práticas e querem espaços funcionais; não têm tempo para perder com limpeza e algo que as façam atrasar seu ritmo. Querem viver, principalmente, em espaços com qualidade de vida e sem preocupações. O arquiteto tem um papel fundamental no desenvolvimento deste conceito de vida.

Lendo alguns depoimentos de pessoas que vivem só percebe-se que seus anseios são a busca da liberdade, a não necessidade de subordinar-se a outros, o crescimento individual pela responsabilidade de assumir o rumo de sua vida; outro dado interessante é que muitos afirmam não querer compromisso com a geração de filhos. Entendem que o custo para preparar um filho para o mundo que está se desenhando é elevado e com os pais trabalhando a educação terá que ser delegada à escola e não entendem isto como correto. Isto pode ser entendido como egoísmo, mas prefiro encarar como definição de prioridades. Pessoas que moram só são as que conseguem conviver consigo, não têm medo da solidão e entendem que, quase sempre, um bom livro, um filme de qualidade são companhias melhores que a frivolidade que toma conta das pessoas quando estão em grupo. Quando você consegue ser a sua melhor companhia seu nível de maturidade atingiu seu ponto máximo; conversar com você mesmo é a melhor forma de descobrir-se, de se conhecer.

Como já disse Sócrates: “Antes de querer conhecer a natureza e antes de querer persuadir os outros, cada um deveria, primeiro e antes de tudo, conhecer-se a si mesmo.”

 

Foto do topo de Pixabay no Pexels.

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