Coluna Ozinil Martins | A vida em tempos exponenciais!

24 de Novembro de 2020

A constante transformação da humanidade altera a maneira como vivemos e principalmente nos relacionamos com as pessoas

Fonte: Pexels

De tempos em tempos a humanidade passa por mudanças transformadoras em sua maneira de viver. Do homem caçador e coletor ao advento da agricultura; da agricultura à máquina a vapor e ao processo de industrialização e, agora, navega-se à era da tecnologia e da Inteligência Artificial, alterando a maneira como vivemos e principalmente nos relacionamos com as pessoas.

A considerar que estas mudanças se processaram em um mesmo espaço físico, planeta Terra, com uma população mundial em torno de 500 mil no século XVIII, o início do século XIX passou a contar com 1 bilhão de pessoas, sendo que 1 milhão de habitantes se concentrava apenas em Londres (Inglaterra), palco da Primeira Revolução Industrial e, que chega aos dias de hoje, próximo dos 8 bilhões de habitantes. Esta, talvez, a causa maior dos problemas que aí estão!

As consequências do crescimento populacional desordenado geraram problemas sérios para as próprias pessoas que vivem cercadas pela fome, pelas condições habitacionais inadequadas, pela ocupação de espaços insalubres gerando danos irreversíveis ao meio ambiente e as próprias pessoas que são submetidas a situações de sobrevivência, sem perspectivas de vida saudável.

Não bastasse todos os problemas ambientais que vive a humanidade na tecnologia, que sempre foi olhada como parceira, carrega um potencial de eliminação de postos de trabalho como nunca imaginado. Todas as operações realizadas por pessoas e que carregam características de repetição serão, inevitavelmente, mecanizadas. O potencial de mudanças existente na Inteligência Artificial não pode ser sequer imaginado. É imenso!

Somente no setor financeiro, que em 1990 contava com 732 mil bancários, a redução ocorrida no período até 2018, segundo o DIEESE, foi de 282 mil postos de trabalho. Somente em 2019 foram fechadas 212 agências bancárias no país envolvendo Itaú, Bradesco e CEF. A automatização das operações bancárias com a transferência de parte do trabalho para os próprios clientes origina um ganho de produtividade imenso. E assim deve ser em outras áreas; empresas que quiserem sobreviver ao momento terão que adotar tecnologias modernas e, inevitavelmente, elas são eliminadoras de postos de trabalho ou modificam, fortemente, o perfil profissional de seus ocupantes.

Não fosse este quadro nebuloso ainda há a radicalização política que afeta o mundo de uma maneira geral. A imprensa, em todos seus níveis, comprometida com posições políticas, substitui o informar pelo “tomar partido”; as pessoas radicalizando os mais simples atos do cotidiano, transformando a vida em ato de vigilância permanente em que nem o menor erro é perdoado; a distorção e a interpretação de falas crucificando pessoas pelo que não disseram; enfim a vida levada ao extremo tornando-se chata e repetitiva em seus mais comezinhos atos e ações.

Como Julien Green já observou há tempos: “Admiro a Terra, quero-a, sempre gostei dela. Sempre me senti feliz por estar vivo: apesar da guerra, das más notícias, não sou capaz de matar em mim a simples alegria de viver!” A hora é de construir o novo!

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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