Coluna Ozinil Martins | Um dia que ficou na história

23 de Julho de 2019

Da conquista da Lua aos tempos atuais muitas coisas mudaram e, agora, a NASA pretende voltar lá em 2024 e fazer dali o trampolim para colonizar o planeta Marte

No último sábado, 20.07.2019, fez 50 anos de um acontecimento que muita gente, por este mundo afora, ainda duvida. No dia 20 de julho de 1969 o homem pisava, pela primeira vez, na superfície lunar. Fruto de uma guerra tecnológica entre os Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas o satélite da Terra havia sido conquistado. Iury Gagarin e sua órbita ao redor do planeta fez com que o Pres. John Kennedy assumisse o compromisso com a nação da conquista da Lua. A tecnologia computacional que permitiu tal façanha, se comparada às de hoje, seria comparar um carro moderno a uma carroça; sim, um computador 486 permitiu que o homem fosse à Lua, caminhasse pela sua superfície e retornasse a Terra. Neil Armstrong foi um dos astronautas autores da façanha e da frase que eternizou este momento: “um pequeno passo para o homem e um salto para a humanidade!” Os outros dois astronautas foram Buzz Aldrin e Michael Collins. De lá para os tempos atuais muitas coisas mudaram e, agora, a NASA pretende voltar à Lua em 2024 e fazer dali o trampolim para colonizar o planeta Marte, realizando voos com escala na lua de forma a reabastecer suas naves com recursos já descobertos e mapeados. Apesar dos reticentes, quem viver verá!

Por que a revisão do Pacto Federativo é fundamental

Depois de todos os desmandos que estão acontecendo como os noticiados diariamente a conclusão óbvia que se chega é de que o país, pelo sua extensão territorial e peculiaridades regionais, não pode ser administrado de maneira centralizada como acontece hoje. A revisão do pacto federativo se faz mais necessária do que nunca. A União deve ser responsável, apenas, pela organização das Forças Armadas, representação internacional, Banco Central, Previdência Social e questões aduaneiras; as demais obrigações seriam de Estados e municípios. Há necessidade urgente de uma inversão tributária, pois o dinheiro gerado no município nele deve ficar e, esta inversão obrigaria a uma reforma tributária com um sistema de impostos que não onerasse em demasia o cidadão comum. A revisão da representação parlamentar é imperiosa, pois o que acontece atualmente é a completa distorção entre os Estados como a igualdade de representação entre entes tão desiguais; São Paulo e Roraima com a mesma representação senatorial é risível. Tornar as regiões mais autônomas como já ocorre em países bem menores que o Brasil seria uma forma de impulsionar o desenvolvimento econômico e social. Enfim, recriar o país é fundamental ou conviver com a mediocridade será a solução. 

A corrupção não existe só em Brasília

Engana-se quem pensa que a corrupção só existe em Brasília. Pela quantidade de recursos centralizados em Brasília e que por lá circulam é óbvio que isso fica mais evidente. Mas, se entendermos que a corrupção no país é endêmica será fácil entender que ela ocorre em todos os cantos. Desde a multa de trânsito que é esquecida em função de um “cafezinho”, até o suborno de alguém para que um documento circule mais rápido em alguma repartição do governo, a corrupção se faz presente. O afastamento do prefeito e secretário da fazenda do município de Ituporanga mostra que, às vezes, a corrupção acontece na nossa frente e, nem percebemos. A prosaica coleta do lixo foi a bola da vez; os números apurados na pesagem eram adulterados para que os valores pagos pela prefeitura fossem majorados. Enquanto isso e, muito provavelmente, os munícipes da cidade reclamavam de carência em áreas como a saúde, educação, entre outros. A fiscalização das ações governamentais, em todas suas esferas, é exercida por órgãos públicos, mas nada impede a população de acompanhar e fiscalizar. Só reclamar não adianta!
 

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.