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Coluna Ozinil Martins | Um certo país chamado Zorra!
28 de Setembro de 2021

Coluna Ozinil Martins | Um certo país chamado Zorra!

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 28 de Setembro de 2021 | Atualizado 28 de Setembro de 2021

Foto de Ron Lach no Pexels

 

 

Zorra é um país continental, situado ao sul do Equador, riquíssimo em recursos naturais, com uma população pequena para sua extensão territorial e, onde a Educação, estrategicamente, manteve e mantém seu povo em situação de miséria. Qualquer governante bem intencionado sabe que a distribuição de renda se dá pela qualificação do povo no que se chama educação formal e ao sonegar esta, se mantém o povo em situação de ignorância e dependência.

Este país se notabiliza por uma elite que, além de apoderar-se dos poderes outorgados pelo povo, cria, cada vez mais, benefícios a seu favor e ao povo restam, sempre, as migalhas conhecidas como bolsas, auxílios monetários, que permitem o controle social para evitar uma convulsão que coloque em xeque o padrão de vida dos “senhores.” Aos “senhores” os benefícios recebem outros nomes e são mais polpudos. Só um exemplo: um promotor qualquer, em qualquer lugar do país, tem direito ao auxílio aluguel; mesmo morando em casa própria este lhe é devido e, se for casado com alguém que tenha o mesmo direito, o benefício é pago em dobro. Só um simples exemplo, pois a lista é extensa. 

O cidadão zorrense honesto corre riscos inconcebíveis em países civilizados. Se reagir a um assalto e, por uma infelicidade qualquer, produzir lesões ou a morte do assaltante, será preso e responderá a processo, que em função da velocidade com que atua a justiça em Zorra, o manterá preso por um bom tempo. Já para os “senhores” de Zorra, cometer crimes, principalmente, contra o país significa um passaporte para a liberdade. Os “senhores” gozam de um privilégio chamado foro privilegiado que os mantém livres apesar dos crimes cometidos. Enquanto em países sérios pouquíssimas pessoas gozam deste direito, em Zorra seus beneficiários chegam a milhares. Isto aumenta a impunidade de forma brutal. 

Pela fragilidade de suas leis contra crimes, o país tem sido escolhido para abrigo de criminosos que fogem de seus países e transformam Zorra em valhacouto de traficantes, mafiosos, terroristas que são acolhidos e protegidos pelas autoridades de acordo com sua coloração política. A legislação criminal, fruto da ação legislativa, tem uma série de benesses que beneficiam os criminosos sem distingui-los em sua periculosidade; tendo bom comportamento e lendo livros o apenado terá redução da pena independente do risco à sociedade. 

Em Zorra a política não é a ferramenta usada para o bem comum, mas uma forma de, pela legislação eleitoral, manter as vantagens usufruídas pelos políticos de plantão. Se você não conhece, há um milionário Fundo Eleitoral que garante a despesa partidária e paga, inclusive, despesas extras de Suas Excelências caso venham infringir a lei eleitoral. O número de partidos legalizados perante o TSE soma 33 e, os partidos que aguardam liberação somam 73. Se você pensou que política era a disposição de pessoas se doarem ao país visando o bem comum, os números apresentados nos levam a conclusão de que a política virou um gigante negócio em terras zorrenses. Sem considerar que o TSE – Tribunal Superior Eleitoral – só existe no Brasil e em outros países de menor expressão; este quadro se replica em cada um dos estados do país.
 
Evidente que o tema abordado é inesgotável, tantos são os absurdos existentes em Zorra. Obras inconclusas, saneamento básico inexistente para mais de 100 milhões de cidadãos, infraestrutura abandonada há muito tempo enquanto se despejavam dinheiro em países latinos e africanos liderados por pessoas que comungavam dos mesmos ideais, empresas públicas onde deveriam ser privadas e um país em que, apesar da constituição garantir que, “somos todos iguais perante a lei”, há cidadão de primeira e segunda classe, diferenciados que são, desde o berço, com educação de qualidade uns e outros sem nenhuma educação ou ofertada precariamente. 

Esta coluna é um trabalho de ficção; qualquer semelhança com a realidade de qualquer país é mera coincidência.

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