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19 de Outubro de 2020

Os últimos dias têm nos trazido notícias ruins de todos os campos da atividade humana

Foto de Paweł L. no Pexels

Os últimos dias têm nos trazido notícias ruins de todos os campos da atividade humana. No Brasil as últimas semanas têm se notabilizado por escancarar nossas deficiências enquanto povo, com autoridades constituídas mostrando ao povo como não deveriam se comportar.

No plano macro, a Organização Mundial da Saúde diz que nunca advogou pela implantação do bloqueio total das atividades, incluídas aí as econômicas e, que o uso da máscara deveria ser, apenas, para as pessoas com algum problema de saúde. Informa também que a vacina pode demorar a ser viabilizada e que devemos aprender a conviver com a doença.

No plano político nacional, o inexpressivo Senador Chico Rodrigues é apanhado pela Polícia Federal com dinheiro nas nádegas. Nenhuma novidade para os padrões brasileiros, a não ser a evolução do dinheiro na cueca para dinheiro nas nádegas, o que caracteriza, efetivamente, dinheiro sujo. As artimanhas dos advogados da defesa chegam a ser hilárias e justificam os valores que cobram para defender esta gente.

A decisão do juiz, Luiz Roberto Barroso, da Suprema Corte, em suspendê-lo por 90 dias do exercício do cargo elevou a temperatura entre os membros do senado, que alegam intromissão de poderes. De fato, leia-se “rabo preso” de senadores que temem ações judiciais em razão de seu passado de estripulias.

Mas, o mais assustador foi descobrir a soltura de André do Rap, chefe poderoso de um dos maiores cartéis de drogas em atividade, de forma legal e com direito a saída pela porta da frente. Sua Excelência, o juiz da Suprema Corte, Marco Aurélio Mello, ao tomar à medida de soltar o criminoso expôs o Brasil e seu sistema judiciário ao ridículo perante o concerto das nações civilizadas.

Todas as ações tomadas são comprometedoras. Primeiro a se considerar é que o escritório de advocacia que impetrou o pedido de Habeas Corpus é dirigido por um ex-assessor do juiz Marco Aurélio; segundo que, por conhecer o sistema de sorteio eletrônico, a pessoa encarregada de postar o HC permaneceu, sorteando e descartando o juiz sorteado até que chegasse ao que se pretendia. O óbvio aconteceu; André do Rap foi solto e o esquema montado e que o enviaria para fora do país funcionou de modo pleno. Imagina-se que o traficante, protegido por seus apaniguados, encontra-se na Bolívia ou Paraguai.

Importante salientar que, em nenhum país do mundo, o crime organizado funciona sem o auxílio de autoridades constituídas, seja ela política, judiciária e econômica. Um pequeno passeio pela história recente da Itália mostra o envolvimento da Máfia com autoridades judiciárias e policiais, que apesar do combate de alguns paladinos, como o Juiz Giovanni Falcone, continua mais atuante que nunca.

Se retornarmos um pouco mais no tempo vale recordar de Al Capone, na Chicago dos anos 20/30 do século passado e, seu envolvimento com o crime onde era o supremo mandatário e que mantinha a justiça e a polícia sob seu completo domínio e só caiu quando uma força tarefa, comandada por Elliot Ness, o flagrou em crime de sonegação de impostos, sendo condenado a 11 anos de prisão em 1931.

O Brasil está se transformando em refúgio para bandidos de todo mundo; além de ter virado rota de drogas para países europeus, abrigamos ramificações de organizações criminosas mundiais, inclusive terroristas. Só há um jeito de combater estas quadrilhas e é através do estrangulamento financeiro e do aparelhamento tecnológico. Que nossas Polícias tenham sucesso na empreitada!

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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