Coluna Ozinil Martins | Perfil profissional que o mercado procura!

17 de Julho de 2019

Em um sábado pela manhã, de forma despretensiosa, assisti uma roda de conversa entre Jorge Paulo Lemann (grande investidor brasileiro) e Guilherme Benchimol (CEO da XP Investimento) no Seminário Expert 2019

Eles contavam suas experiências pessoais e profissionais que os conduziram aos lugares em que ocupam atualmente. No meio das estórias contadas a mediadora fez uma pergunta aos dois debatedores: qual a característica mais marcante que eles procuravam perceber nas pessoas que contrataram ao longo de suas trajetórias profissionais? Os dois deixaram claro que o que mais buscavam em seus colaboradores era o brilho no olho, a vontade de fazer as coisas acontecerem, a disponibilidade para o trabalho, a garra para fazer mais do que o esperado. Quando a jornalista perguntou sobre a formação acadêmica, ambos afirmaram ser importante, porém que de nada adiantaria sem os outros requisitos citados anteriormente. O próprio Guilherme colocou que tem, somente, o curso de Economia. Portanto, as pessoas buscadas, sofregamente, pelo mercado de trabalho são as que fazem acontecer, as que realizam. Este é o recado passado por dois vencedores. Fica a dica!

A violência na Venezuela e no Brasil

A comissão de Defesa dos Direitos Humanos da ONU, liderada pela ex-presidente do Chile, Sra Michelle Bachelet, encontra-se na Venezuela para apurar possíveis excessos do regime de Nicolas Maduro. O primeiro relatório divulgado informa que, 7.500 jovens foram brutalmente assassinados na Venezuela em 2018 e no ano em curso já são 2.500 jovens mortos pelas forças repressivas, legais ou não. O problema de todo governo autoritário, seja de esquerda ou de direita, resume-se na perda de controle por parte dos governantes quando a situação fica mais aguda. Membros menores do sistema passam a agir com todo o poder que pensam ter. Isso é inevitável acontecer. O que acontece, nos tempos atuais, na Venezuela é inaceitável e não pode ser aceito de maneira nenhuma. Mas, o que dizer do Brasil? Dados divulgados recentemente mostraram que 64 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2018. O Brasil tem 2,8% da população mundial e é responsável por quase 14% dos assassinatos ocorridos, definindo-nos como o país mais violento do mundo. Aqui se matam mais pessoas do que qualquer país em guerra. Esta é sim uma herança maldita!

A Holanda e seu sucesso nos esportes

É impressionante o sucesso que países de pequena extensão territorial conseguem obter nos esportes de maneira geral. A Holanda tem uma extensão territorial de 41.540 km² e uma população de quase 17 milhões de habitantes. Caracteriza-se por ter esportes coletivos de alto nível; no futebol, no voleibol, no atletismo, nos esportes de inverno sempre está bem representada. Há um crescimento constante e qualificado dos esportes que se evidencia em participações em torneios internacionais. No outro extremo temos os Estados Unidos com população expressiva e grandes conquistas nos esportes de maneira geral. São países que não vivem de espasmos caracterizados pelo surgimento de um ou outro gênio que eleva o esporte às alturas. Nestes países o esporte é política de Estado, que se transforma em indutor do sucesso, pelo processo da massificação que é realizada em escolas e universidades desde os mais jovens. No Brasil e, isto não é complexo de vira-lata, já tivemos Maria Ester Bueno e Guga no tênis, Ademar Ferreira da Silva e João do Pulo no atletismo, Eder Jofre no boxe e Airton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi no automobilismo, mas por que não há continuidade na reposição destes ídolos como acontece em outros países? Penso que a não massificação do esporte em escolas e universidades é a principal razão para isso acontecer. Delegar aos clubes não tem produzido os resultados esperados. Infelizmente!

Prof. Ozinil Martins de Souza

  • imagem de ozinil
    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.