Coluna Ozinil Martins | Para onde caminha um mundo sem lideranças?

27 de Dezembro de 2020

Em épocas de crises como a que vivemos, o mundo necessita, mais do que nunca, de homens e mulheres, que ungidos de poder, exerçam liderança na sua forma mais plena

Foto de Miguel Á. Padriñán no Pexels

Em épocas de crises como a que vivemos, o mundo necessita, mais do que nunca, de homens e mulheres, que ungidos de poder, exerçam liderança na sua forma mais plena. Em momentos como estes são necessários líderes que mostrem caminhos, que acenem com soluções, que não tornem o clima pior do que está, mas que tranquilizem as pessoas.

Bom lembrar que o mundo só atingiu seu primeiro bilhão de habitantes em meados dos anos 1800; de lá para cá o crescimento foi vertiginoso e atingimos em 2020 um total de 7.8 bilhões de habitantes com um dado, extremamente preocupante, a cada 10 anos a população cresce ao redor de 1 bilhão de habitantes. Este é, sem dúvida, o maior problema atual da humanidade!

Se no passado era mais fácil exercer a liderança pelo número menor de habitantes e pela imposição da força por parte dos líderes, hoje a situação parece escapar de controle, com lideranças questionadas pelas mais simples decisões tomadas, jogando países e o mundo para caminhos que não se sabem aonde vão dar.

Tem um pensamento do consultor e escritor em gestão Michael Porter que diz “os governos não têm eficiência organizacional para lidar com os problemas sociais, de saúde, moradia e de tantas outras naturezas.” Se verdadeiro o pensamento mais do que nunca as pessoas têm que ser partícipes no processo de gestão de países, estados e municípios. Cabe aos governantes, humildade suficiente para abrir mão de suas ideias e analisar, em conjunto e harmonicamente, à busca de melhores ideias. À população cabe lembrar que se vota, cada vez mais, em plano de governo do que em pessoas ou partidos.

Se refletirmos sobre os acontecimentos que norteiam governos pelo mundo veremos que não há, em nenhum país, uma liderança forte que mostre um caminho que seja aceito sem uma oposição sistemática e, que a tudo questiona. Os governantes são ridicularizados, expostos a chacotas e motivos de piadas em funções de ações tomadas, erros grosseiros cometidos em áreas que seriam de sua responsabilidade, como se todos fossem perfeitos e nunca tomassem decisões erradas. A vulgarização de autoridades constituídas não leva ao melhor caminho.

Com o crescimento populacional previsto para as próximas décadas, com a diminuição do nível de empregos, o aumento da longevidade, a diminuição de oferta de água é possível imaginar que os próximos governos, em todo o mundo, terão desafios enormes a serem vencidos e, se não forem apoiados por suas populações o risco de conflitos, com todas suas consequências, ficam evidentes e com a conta será paga por todos.

Várias vezes a humanidade já se encontrou em situações críticas. Talvez a pior delas tenha sido a Segunda Guerra Mundial que colocou o mundo perto de uma destruição total. Mas, em épocas como esta sempre aparecem líderes fortes, com convicções inabaláveis e que conduzem o mundo ao bom caminho. Basta lembrar o papel de Winston Churchill no ânimo da população inglesa. Pois, que surjam novos líderes, os que aí estão parecem não terem condições de continuar o projeto Humanidade!

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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