Coluna Ozinil Martins | Palavras Vazias!

01 de Outubro de 2019

A coluna de hoje destaca as reações às declarações da jovem ativista sueca Greta Thumberg

O cientista Ed Hawkins utilizando-se de dados da organização científica Bekerley Earth, ligada ao clima, alerta sobre o aquecimento que vem sofrendo o planeta no período compreendido entre 1901 e 2018. As mudanças climáticas ocorridas afetam a Terra como um todo, mas são especialmente danosas ao Ártico, onde os efeitos são devastadores. As causas, segundo o cientista, são provenientes da queima de combustível fóssil e do desmatamento, que se generaliza em todo o mundo, resultado do crescimento populacional desordenado. Na Conferência do Clima realizada nos Estados Unidos na semana passada, na sede da ONU, o tema foi debatido à exaustão.  Na abertura a jovem sueca Greta Thumberg alerta para a proposição das medidas sugeridas como “Palavras Vazias!” Sua visão, clara e objetiva, de que os jovens que serão as grandes vítimas das mudanças e, que compõem 25% da população mundial, não querem enrolação política, mas ações concretas que permitam que a vida tenha qualidade e segurança para todos. Esta menina (16 anos), atacada por todos os lados, em função de opiniões duras e corretas, não se deixa abater e traz esperança de que a mobilização dos jovens consiga o que os adultos não conseguiram. Que continue a trabalhar pela mudança, que a maioria quer, mas nada faz para acontecer!

Quando o excesso é prejudicial
Há um dito empresarial que fala sobre a “maldição do petróleo”. A relação estabelecida está entre o excesso de petróleo e o não desenvolvimento da nação que o possui em outras áreas econômicas; parece que quem o tem em demasia esquece-se de aplicar dinheiro em outras áreas do desenvolvimento econômico. Os exemplos estão espalhados pelo mundo; Venezuela, Nigéria, Líbia, Iraque. Países onde há muito petróleo, mas a concentração da renda impede o desenvolvimento comum. Países pequenos, sem grandes recursos naturais, se desenvolvem utilizando-se do bem mais precioso que um país pode ter: sua gente! O Japão é um exemplo de como produzir com pouca gente e quase sem terra. Se juntarmos todas as ilhas que formam o arquipélago japonês tem-se um espaço físico do tamanho de Santa Catarina, onde, através do uso de robôs, polímeros e drones acontece uma revolução na agricultura. Os polímeros, transparentes e permeáveis, à base de hidrogel, armazenam líquidos e nutrientes que fazem a vez do solo e permitem o crescimento das plantas. Os robôs são desenvolvidos para auxiliar em todas as fases da produção agrícola. O “pato”, desenvolvido pela Nissan, ajuda na oxigenação da água dos campos produtores de arroz. Enquanto isto acontece nos países que adotam o pragmatismo para serem competitivos, em terras brasileiras discutimos “Lula livre” e “ideologia de gênero”. Depois se pergunta porque somos pouco competitivos!

Rio de Janeiro em guerra!
O Rio de Janeiro é uma praça de guerra manipulada de forma grosseira pela mídia comprometida. Óbvio que inocentes estão morrendo e isto é inadmissível, mas ignorar o papel do crime organizado e a manipulação feita sobre os moradores das favelas é posicionamento político e, isto é inaceitável. O crime organizado está muito bem estruturado e não existiria sem o apoio estratégico de políticos e advogados que os amparam e orientam nas suas ações. O governo do Rio está emparedado; ou esmorece e entrega as favelas para a gestão do crime ou enfrenta e terá que encarar as pesadas críticas orquestradas pela esquerda e pelas vítimas colaterais que, inevitavelmente, surgirão. Os indicadores que monitoram a violência no Rio de Janeiro têm mostrado regressão, avalizando a eficácia do combate ao crime organizado e, este é mais um motivo para ações do crime organizado na produção de vítimas que mobilizem a sociedade contra as ações policiais. Difícil não perceber que isto está acontecendo e que só interessa aos criminosos; o retrocesso que o congresso está se propondo ao analisar o projeto do Ministro Moro contra o crime organizado só fortalece aos criminosos. Parece que isto interessa a muita gente! 

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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