Coluna Ozinil Martins | O pouco que você faz importa!

04 de Maio de 2021

"Apoie ações em linha com a proteção ao meio em que vivemos. A natureza agradece!"

Foto de Ishan @seefromthesky no Unsplash

 

James Lovelock, cientista inglês com atuais 102 anos, é profundamente pessimista em relação ao futuro da raça humana. Autor de uma série de teses em relação ao planeta, sendo a mais conhecida a Hipótese Gaya, em que afirma “os organismos vivos modificam seu ambiente inorgânico de maneira favorável à sua sobrevivência, formando juntos um sistema complexo e autorregulado que funciona de maneira semelhante a um único organismo vivo.” Em síntese a Terra é um  ser vivo!  A hipótese foi duramente criticada em seu aparecimento, mas com o passar dos anos foi aceita pela comunidade científica internacional.

Diz ainda o ilustre cientista em entrevista concedida ao Jornalista Jeff Goodwell “até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes).”

Crédito para afirmar o acima escrito ele tem. Pois seu reconhecimento como um dos maiores cientistas do mundo sobre meio – ambiente é inequívoco. Ações atuais de governos e da própria natureza indicam que suas afirmações podem estar no caminho certo. A Muralha Verde que está sendo levantada em toda extensão do território africano (8 mil km) pretende barrar o avanço do Deserto do Saara e levar qualidade de vida as pessoas que ali habitam. O projeto é grandioso e impressionante, já que além de criar uma faixa de vegetação que corta todo o continente, será a mais longa estrutura viva construída pelo homem e uma nova maravilha do mundo! Outros pontos a ser considerado são as tempestades de areia cada vez mais presentes em locais diversos do planeta e a elevação do nível dos oceanos que já é perceptível em vários lugares, ocasionando o deslocamento de populações de pequenas ilhas na Oceânia.

Neste contexto o que resta ao cidadão comum fazer?  Primeiro entender o que quer dizer Minimalismo. Desde que nascemos somos ensinados a buscar sempre mais em termos de pertences e dinheiro; esta busca desenfreada por recursos está fazendo o planeta sofrer e levando-o a exaustão. O minimalismo prega exatamente o contrário, ou seja, que o menos é mais! Viver com o essencial, evitar o exagero no consumo fará com que haja recursos para todos e o planeta não sofra o desgaste que hoje ocorre. 
O cidadão comum , com filhos, deve preocupar-se em deixar a seus descedentes um planeta com condições de habitabilidade. Quando analisamos o Brasil e descobrimos que estão aqui 12% de toda a reserva de água potável do mundo, mas que mais de 100 milhões de brasileiros não têm sistema de coleta de esgoto e mais de 35 milhões não têm água tratada em casa, pode-se dizer que estamos contribuindo para deixar um planeta pior. Um dos materiais mais poluentes que existem atualmente, pelo tempo que exige para ser processado pela natureza é o plástico. Evitar consumí-lo ajuda no combate aos fenômenos acima relatados. 

Qualquer ato, por mais insignificante que possa parecer, mas que venha em benefício do planeta será entendido como um movimento do caminho de que o menos é mais. Portanto, apoie ações em linha com a proteção ao meio em que vivemos. A natureza agradece!
 

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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