Coluna Ozinil Martins | O planeta pede socorro!

13 de Outubro de 2020

A humanidade não se dá conta das consequências de seus hábitos de consumo.

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Imagem de Fernando Zhiminaicela por Pixabay

 

Para o lado que se olhe, os problemas aparecem. São os incêndios do Pantanal e da Amazônia; na Austrália e Estados Unidos os problemas referentes aos incêndios são recorrentes. Parece que o mundo está queimando! As intercorrências ambientais estão por todos os lados. São terremotos, furacões, secas, inundações, desmatamento, avanço dos desertos e por aí segue a humanidade.

A ONU divulga que o ano de 2019 foi o mais quente da história desde que os registros são feitos. No Brasil, em plena primavera, os recordes de temperatura são batidos todos os dias, principalmente, no centro- oeste. As consequências deste descontrole se fazem sentir por todos. Além do desconforto pessoal, da falta de água em muitas regiões, o reflexo também atinge a mesa do povo, pois com seca rigorosa os produtos hortifrutigranjeiros começam a ser produzidos em menor escala e com isto os preços dispararam.

Recentemente acompanhei a fala do ex-ministro da agricultura Sr. Allyson Paulinelli em que dizia a seu interlocutor sobre os desafios trazidos pelo aumento populacional e a necessidade de produção de alimentos em áreas cada vez mais degradadas. Afirma ele que o Brasil será, sem dúvida, o país que terá um protagonismo efetivo na produção agrícola e será responsável por alimentar parte considerável do mundo e, que a agricultura só terá este desempenho fruto da recuperação de áreas degradadas (cerrado) e da produção em escala. A projeção de crescimento populacional em 2050, quando os cientistas acreditam que começará a estabilização deste crescimento, beira os 10 bilhões de habitantes. 

Na sexta-feira, 09.10.2010, foi divulgado o vencedor do Prêmio Nobel da Paz. Pela 12ª vez coube o mérito a um grupo – Grupo de Combate a Fome – ONU. Na mensagem de seu líder fica o aviso: “em função da pandemia a fome aumentará em todo o mundo!” 

Não bastasse tudo que a humanidade está vivendo e, a Agência Científica Nacional da Austrália (CSIRO) publicou na revista "Frontiers in Marine Science" estudos em que projeta que existam 14,4 milhões de toneladas de microplásticos no fundo dos oceanos – 30 vezes mais plástico do que na superfície. A equipe de cientistas usou um submarino robótico para coletar amostras de sedimentos depositados no fundo do mar da Austrália no ano de 2017.

A cientista Denise Hardesty afirma que o plástico está em todos os lugares e chama a atenção para o impacto que os hábitos de consumo trazem para o meio ambiente. As micro partículas encontradas têm 5 mm ou menos de diâmetro e são derivadas de pedaços maiores que são produzidos a partir de pneus, roupas sintéticas e tintas, enfim, os derivados do plástico.

Os avisos dos cientistas das consequências da ação da humanidade sobre o planeta são, praticamente, diários. A humanidade parece não se dar conta das consequências de seus hábitos de consumo. Parece que só acordará quando o problema chegar à sua porta. Como o relógio do tempo é implacável, é fundamental preparar a todos para as dificuldades que só estão começando a mostrar sua cara. Não basta acreditar que a ciência terá remédio para tudo, pois a pandemia mostrou claramente todas as fragilidades a que estamos sujeitos. Hora de cuidar do meio em que vivemos; ainda está em tempo!

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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