Coluna Ozinil Martins | O futuro está aí! Diz a Singularity University

02 de Julho de 2019

A disseminação da inteligência artificial junto com a popularização dos robôs provocará mudanças profundas a partir de 2020

A universidade em questão oferece programas educacionais que visam inspirar negócios revolucionários. Um dos fundadores, Peter Diamandis, desenhou um cenário possível para 2038. A disseminação da inteligência artificial junto com a popularização dos robôs provocará mudanças profundas a partir de 2020 com a chegada da tecnologia 5G em todo o mundo. Carros voadores, diagnósticos e recomendação de tratamento com ajuda de aplicativos, robôs assumindo funções triviais em substituição a humanos, tais como, recepcionistas e assistentes de lojas; carros autônomos começarão a circular nos EUA em 2020, impressoras 3D permitirão que o próprio consumidor produza suas roupas e calçados em casa, as viagens a Marte devem começar em 2024, drones ficarão encarregados de levar as compras feitas “on line” à casa dos consumidores. A energia eólica e solar serão dominantes e os carros elétricos autônomos e voadores, com decolagem e aterrisagem vertical, serão o meio de transporte usual. Enfim, enquanto o mundo desenvolvido prepara-se para viver esta revolução tecnológica e social, em terras brasileiras discutimos ideologia de gênero, se prende ou solta o homem que espoliou o país e, se fazemos ou não a reforma da previdência. Cultivar o atraso é próprio de povos ignorantes!

A ignorância tem um preço!

Repetidas vezes tenho lido que o Brasil tem a terceira população mais ignorante do mundo. Em um mundo em que as “fakes News” proliferam tenho, até então, creditado a informação ao absurdo que campeia nas redes sociais. Porém, pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT – CPCT) e divulgada em 24.06 na Fiocruz parece que a informação sobre ser “um dos povos mais ignorante do mundo”, procede. Dois mil brasileiros, com idade entre 15 a 24 anos, responderam uma etapa qualitativa na pesquisa, isto é, os pesquisadores conversaram com os pesquisados sobre alguns assuntos mais complexos. Conclusão: 54% dos pesquisados entendem que os cientistas exageram sobre os efeitos das mudanças climáticas; 40% não concordam com a afirmação que o ser humano é resultante da evolução e 25% afirmam que vacinar crianças pode ser perigoso. O que assusta é o fato do público pesquisado estar situado em uma faixa etária entre estudantes do ensino médio e superior. A ignorância em que é mantida a população é uma forma cruel de se manter privilégios e de se cristalizar castas sociais. Vamos torcer para que jovens de outros países lutem pelo meio-ambiente, pois os nossos não estão muito preocupados.

Quando o país é a grande vítima

Desde a eleição do Presidente Bolsonaro há uma sequência de fatos que mostram que o país não é prioridade e que os problemas que vivemos não exigem pressa em suas soluções. Sempre parti do princípio de que encerrada a eleição o importante é a conjugação de esforços para que o país caminhe e, a população tenha seus problemas solucionados. Atualmente, o que vemos é uma luta insana no sentido de atrapalhar o governo em qualquer de suas ações, mesmo aquelas que foram aprovadas pela população durante a campanha. Quando vamos entender que eleição não é uma partida de futebol com torcedores fanatizados defendendo as cores de sua agremiação; oposição consciente pressupõe preparo, inteligência e que reconheça quando o que está sendo proposto resulte em benefício para o país. Não há saída além da economia de mercado; o tempo já provou isso durante anos e a Venezuela é o exemplo mais recente. Para reduzir os 13 milhões de desempregados reformas devem ser aprovadas com a urgência que o tema requer. Fazer oposição por oposição só gerará mais desemprego e miséria. Hora de pensar no país!