Coluna Ozinil Martins | O dia em que a cidade parou!

17 de Dezembro de 2019

Ruas travadas, pequenos acidentes, motoristas apressados e ruas de menos ou carros demais foram fatores que deixaram todos irritados

A semana passada, em Florianópolis, pode ser chamada por aquilo que conhecemos como dia de cão. O trânsito, simplesmente, travou. A quebra de um micro-ônibus na rodovia SC 401 e pequenos acidentes na entrada de uma das pontes e pronto, o prato estava pronto. O caos se estabeleceu! 

Ruas travadas, pequenos acidentes, motoristas apressados e ruas de menos ou carros demais e a irritação tomou conta de todos. Dentro de minha modesta análise o fato tende a se repetir e vai começar a espalhar-se por todos os lugares. 

A falta de visão dos governantes está criando as condições para paralisar as cidades e provocar o caos. Quando se age por impulso, sem considerar o planejamento de longo prazo, são quase certos os erros que acabarão afetando a vida do cidadão. Com exceções, quase todas as cidades que conheço, colocam o cidadão em segundo plano e fazem a opção pelo automóvel. 

Consequências: engarrafamentos diários, rodízio de placas, poluição intensa, entre outras mazelas e pretensas soluções como a da terceira pista que adiante, que pouco adiante, se transforma novamente em duas pistas provocando manobras bruscas que acabam originando acidentes e, assim segue o trânsito. A prioridade dada ao carro em detrimento dos transportes alternativos é uma tendência cada vez mais presente nas gestões das cidades brasileiras. O cidadão fica sempre em segundo plano! 
E, as alternativas que surgem, aplicativos de carros como exemplo, sofrem tentativas de regulação pelas câmaras municipais para tentar dificultar o serviço prestado. 
Florianópolis não ter o transporte marítimo implantado é bom exemplo de como se prejudica o cidadão em benefício de um sistema obsoleto e que tem o carro como principal modo de operação. Ah! Sem considerar os problemas ambientais criados pelo uso intensivo dos carros e pelo uso abusivo do asfalto que impermeabiliza as cidades e só beneficia Sua Excelência, o carro.  

O mundo está nos enviando sinais de decisões que já estão implantadas ou que serão implantadas com datas já marcadas. Londres cobra pedágio para os carros que entram no centro da cidade, Curitiba nos dá um exemplo tupiniquim impedindo o acesso de carros a determinadas áreas do centro da cidade e suas vias rápidas desafogam o trânsito em direção aos bairros, carros com motor a explosão tem data de validade em algumas das grandes cidades mundiais, mas há grande decisão é a opção pelo ser humano e não o carro. 

Verdade que o carro deixando de ser propriedade particular para ser um bem coletivo traz como resultado o uso de automóveis de maneira mais racional e diminuirá o número de veículos em circulação. As montadoras já tem em suas agendas estudos em que passam de empresas produtoras para prestadoras de serviço. A mudança já está em implantação apesar de imperceptível. O carro, este animal que pressupõe “status”, parece caminhar para drásticas mudanças! 
 

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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